sexta-feira, 24 de junho de 2011

Copenhagen, uma cidade em obras

Escrevo hoje diretamente de Copenhagen na Dinamarca. Daqui observo que nao eh somente o Brasil que esta passando por uma grande onda na construcao civil... Existem outros exponentes espalhados mundo a fora...
Fiquei espantado com a quantidade de canteiros de obras distribuidos entre as lindas ruas desta cidade vicking, talvez esse fato ocorra, pois estamos apenas iniciando o verao por aqui e agora eh certamente o melhor momento do ano para se fazer uma obra nessa terra gelida, pois no inverno as dificuldades certamente aumentam muito.
Fato curioso eh que em sua grande maioria o que vi foram obras envolvendo o subterraneo da cidade. Como a imensa rede de dutos revestidos termicamente para transporte de agua. Este tipo de obra ainda eh pouco explorado em nossas cidades e quando eh feito nao sao rotineiramente realizados cadastros atualizados de as built.
Outro fato curioso eh a metodologia construtiva europeia que muito se difere da tecnicas aplicada no Brasil. Por aqui observo grande presenca de pecas pre-fabricadas e uso restrito de mao de obra...Alem do uso de diversos materiais sinteticos que imitam produtos extraidos da natureza como granitos e madeiras...Essas opcoes ainda sao muito caras para o mercado brasileiro, sendo preferivel pelo construtor brasileiro ainda a utilizacao de bens naturais nao renovaveis, mao de obra desqualificada e em grande quantidade.
Essas diferencas me fazem enxergar que apesar de muitas vezes vendermos know how sobre grandes obras em todo o mundo, o pequeno construtor brasileiro ainda esta muito atrasado em relacao as tecnologias disponiveis em regioes como a europa, ou seja, ainda temos muito a evoluir!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Blog aniversário de 04 anos

Bom dia,

Hoje faz 04 anos que o blog Engenharia Civil PCP está no ar.

Muito obrigado a todos os seguidores, pois este é o principal motivo da permanência deste trabalho!!!

Grande abraço
Bruno

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Aprenda a mapear o fluxo de valor

Este vídeo baseado em uma apresentação de power point ensina como mapear o fluxo de valor e uma cadeia de serviços. Muito interessante e prático.

IGLC - Lima Peru 2011

Segue o vídeo promocional sobre o 19 encontro mundial sobre Lean Construction. Este ano o IGLC (International Group for Lean Construction) será realizado em Lima no Peru, quem se animar essa é uma grande oportunidade para se aprimorar no assunto e encontrar os grandes exponenciais desta filosofia de gestão reunidos durante o congresso.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Planejamento estratégico

Vejam o vídeo sobre o planejamento estratégico, lembrando que as grandes decisões são realizadas principalmente nas ações que impactam no longo prazo. Por isso preparação e planejamento para o cumprimento dos objetivos são fundamentais.

Neste video a necessidade de um companheiro para jogar futebol, levou o garotinho, torcedor do Manchester, a resolver esse problema com ações fora da sua rotina e grande paciência.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Palestras sobre Lean Construction

Prezados leitores,

Oferto neste espaço a realização de palestras em Construtoras e Incorporadoras que pretendam implantar, disseminar ou apenas conhecer a filosofia da Construção Enxuta ou Lean Construction.

Para maiores informações favor entrar em contato:

bruno@aiza.com.br

Atenciosamente
Msc. Eng. Bruno Soares de Carvalho

Palestra na incorporadora Partilha

Gostaria de agradecer ao Eng. Marcus Sterzi em Parceria com a equipe da incorporadora Partilha localizada em Curitiba pelo convite que me fizeram para realizar uma palestra sobre aplicações de Lean Construction nas diversas obras em que já tive a oportunidade de participar.

Parabenizo também a empresa Partilha pela inciativa pioneira na cidade de Curitiba de utilizar a filosofia da Construção enxuta em suas obras, além de projetos tipo BIM (Building Information Modeling). Este pioneirismo sem dúvida proporcionará bons frutos a serem colhidos no futuro.

O próximo passo é o estabelecimento de parcerias com outras instituições para que se consiga formar um grupo forte dedicado ao tema.

Um abraço
Msc. Eng. Bruno Soares de Carvalho

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Controle de campo

O controle é uma ferramenta fundamental para manter um padrão mínimo de qualidade instalado num processo.

Existem diversos níveis de exigência para um controle, qual nível deve ser adotado para cada atividade depende muito caso a caso.

Por exemplo se você deseja manter um padrão de qualidade indicado em um projeto estrutural que indica um determinado fck no concreto com certas características físicas e químicas o seu controle deve atender a norma específica, inclusive respeitando a periodicidade do controle.

Mas se o seu interesse é manter um grau de qualidade sobre a organização da obra a periodicidade não é normatizada por tanto o controle é empírico e varia de acordo com a necessidade.

A mensagem que deixo é que o controle é uma atividade inerente ao processo e portanto não podemos deixar de aplicá-lo, pois se não o padrão de qualidade mínimo não será respeitado colocando em risco um processo ou mesmo a segurança daqueles envolvidos neste processo, como o usuário final.

Abaixo mostro um vídeo que explica claramente uma obra sem controle:




Um abraço

Msc. Eng. Bruno Soares de Carvalho

quarta-feira, 16 de março de 2011

A Hierarquia das Necessidades

Segue abaixo um pequeno trecho da autora Adelice Leite de Godoy no site (www.cedet.com.br). no qual é definido a teoria de Maslow e um ponto crítico a esta Teoria. No final deste texto faço um vínculo com as necessidades das estruturas coletivas e corporativas. Boa leitura:

"O comportamento humano é explicado por Maslow através de cinco níveis de necessidades. Estas necessidades são dispostas em ordem hierárquica, desde as mais primárias e imaturas (tendo em vista o tipo de comportamento que estimulam) até as mais civilizadas e maduras

Na base da pirâmide, encontra-se o grupo de necessidades que Maslow considera ser o mais básico e reflexivo dos interesses fisiológicos e de sobrevivência. Este é o nível das necessidades fisiológicas, que estimulam comportamentos caracterizados pelo verbo ter.

O segundo nível da hierarquia é constituído por uma série de necessidades de segurança. Uma vez atendidas as necessidades fisiológicas, a tendência natural do ser humano será a de manter. Na seqüência, quando a segurança é obtida, surgem as necessidades de pertencer a grupos, associar-se a outras pessoas, ou seja, de se igualar. Estas necessidades são chamadas de sociais ou de associação. O passo seguinte na escala de necessidades é o da estima ou de “status”. Neste ponto, as necessidades de destaque, proeminência, reconhecimento e admiração por parte do grupo são manifestadas por ações que buscam diferenciar.

Embora as necessidades de estima sejam difíceis de serem superadas, dada sua dependência à receptividade de terceiros, Maslow sugere que em alguns casos elas podem ser adequadamente satisfeitas, liberando assim os indivíduos para atingir o nível mais alto da hierarquia. Quando isto ocorre, as necessidades de maximizar as potencialidades e de testar a própria capacidade farão com que as ações do indivíduo sejam dirigidas em busca do vencer. Este é o nível das necessidades mais maduras e construtivas da hierarquia de Maslow, conhecidas como necessidades de auto-realização
Análise Crítica da Hierarquia das Necessidades de Maslow:


Embora esta referência seja amplamente utilizada, podemos observar que as necessidades humanas descritas por Maslow podem ser consideradas motivações humanas, ou seja, são as diversas necessidades que fazem com que o homem tenha motivação para agir.

No entanto, é bastante questionável o fato de que exista uma hierarquia de tais necessidades.

É evidente que a necessidade de alimentação, vestuário, abrigo é em grande parte a motivação para o trabalho. No entanto, não é correto afirmar que somente no momento em que estas necessidades estão satisfeitas é que o homem passará a outros patamares da pirâmide.

Não é rara a existência de pessoas que abrem mão das suas necessidades básicas em função de um sonho, de uma auto-realização, pervertendo totalmente o sentido hierárquico da pirâmide.

Se tomado, por exemplo, a necessidade de associação. De acordo com a hierarquia das necessidades propostas pela pirâmide, esta etapa somente se tornaria uma motivação após outras necessidades terem sido satisfeitas, como por exemplo, as necessidades básicas e as necessidades de segurança. No entanto, os seres humanos vivem em comunidade e buscam associar-se ao mesmo tempo em que buscam satisfazer suas necessidades fisiológicas e de segurança. A família, muitas vezes, é uma fonte de motivação muito mais forte para determinados indivíduos que a satisfação de uma necessidade física, a associação muitas vezes é necessária para garantir a segurança física das pessoas.

Um outro fator gerador de motivação que citaremos é o que Viktor Frankl chamou de “vontade de sentido”. Viktor Frankl foi um médico e psiquiatra austríaco, fundador da escola da Logoterapia, que explora o sentido existencial do indivíduo e a dimensão espiritual da existência.

Segundo Frankl, o ser humano vive motivado, fundamentalmente, pela vontade de realizar sentido na vida; para isso, o homem deve se empenhar na realização de valores na forma de criações, vivências e atitudes"
 
Baseado nas duas teorias citadas acima podemos também estabelecer necessidades a uma estrutura de grupo ou corporação, desde as necessidades mais primárias até as mais evoluídas.
 
Vamos focar e estabelecer o vínculo no que se refere ao corporativismo. Considerando que uma empresa é formada por um grupo de pessoas que se destinam a produzir um bem ou serviço afim de suprir uma necessidade humana e que toda empresa para que possa exisitir deve primariamente ter um objetivo no qual colocamos este na base de nossa pirâmide de necessidades.
 
Posteriormente indico que os objetivos são cumpridos a medida que as missões são resolvidas. Entende-se missões também como projetos ou contratos. Sendo estas missões que trazem a rentabilidade a empresa.
 
O próximo nível de necessidades de uma empresa é ter uma visão no que se refere ao futuro da empresa. Como a corporação se enxerga e traça seus objetivos e missões futuras, nesta etapa se encontra o planejamento estratégico.
 
O último nível da pirâmide pode ser descrito como o desafio nesta estrutura é o nível mais avançado. Pois é nesta etapa em que se estabelece o processo de superação e a consequente consagração de uma empresa ao cumprir com o plano estratégico e com o restante dos níveis já citados anteriormente.
 
A pirâmide abaixo reflete este pensamento indicando que as necessidades individuais não se equivalem as necessidades coletivas devido a diversidade humana:
 
Um abraço
Msc. Eng. Bruno Soares de Carvalho

quarta-feira, 9 de março de 2011

Engenharia Civil PCP no Reino Unido

Caros leitores,

Verifico constantemente as estatísticas do meu blog, como quantidades de acessos, origem do trafego da internet, post mais acessados etc. Mas ontem um fenômeno chamou a atenção que foi a quantidade de acessos provenientes do Reino Unido em diferentes posts do blog.

Foram mais de 300 acessos desta região em apenas poucas horas. O fato me chamou a atenção pois meu blog é escrito inteiramente em português diferentemente da lingua local, inglês. Obviamente existem alguns brasileiros e portugueses residentes na região do Reino Unido. Mas o fato é que fiquei curioso pela quantidade de acessos em um só dia provenientes de uma única região.

E me coloco a disposição dos leitores para discutirmos sempre assuntos ligados a engenharia civil nas áreas de PCP e gerenciamento de projetos.

Grande abraço, obrigado pela audiência e paciência
Bruno

quarta-feira, 2 de março de 2011

Ensinando a construção enxuta através de jogos educativos

Relato abaixo trechos da dissertação do Eng. Fabiano Romanel que propõe uma estratégia diferente para disseminar a Construção enxuta através de jogos educativos com a equipe de obra e com equipes técnicas. Para isso separei alguns trechos da dissertação do Fabiano que ilustram bem esta nova forma de ensinamento sobre a construção enxuta. A versão completa do trabalho pode ser obtida no seguinte endereço eletrônico: http://www.ppgcc.ufpr.br/dissertacoes/d0128.pdf


“O primeiro jogo voltado para negócios foi o Top Management Decision Simulation, desenvolvido em 1956 pela American Management Association (AMA), para aplicação em seminários de administração. No ano seguinte, o Top Management Decision Game foi usado pela primeira vez em uma sala de aula, na Universidade de Washington, nos Estados Unidos. A partir daí, o número de jogos e simulações voltados para empresas e negócios cresceu muito. Em 1969 foi publicado o Business Games Handbook, de Graham e Gray, que relacionou perto de 190 jogos empresariais, enquanto o Guide to Simulation/Games for Education and Training, de Kibee, Craft e Nanus, publicado em 1980, descreveu 228 jogos e simulações voltados para os negócios (FARIA; WELLINGTON, 2004).

O jogo é uma atividade comum na sociedade. Essas práticas são muito utilizadas para ajudar a desenvolver habilidades que podem ser utilizadas na vida real. De modo geral, os jogos são mais organizados do que simples brincadeiras, por possuírem uma dinâmica própria composta por objetivos, mecanismos de pontuação e regras definidas. São conceitos claros de vencer e perder, que ajudam a desenvolverem noções de cooperação e de competição necessários na vida social (NORMAN, 2004). Enfim, as habilidades para os jogos desenvolvem comportamentos adaptáveis sem, no entanto, oferecer um benefício imediato de sobrevivência para o usuário, sendo considerados como recreativos (MURRAY, 2003).

Passerino (2009) inclui outros elementos ao caracterizar os jogos:

  • capacidade de absorver o participante de maneira intensa e total (clima deentusiasmo, sentimento de exaltação e tensão seguidas por um estado de alegria e distensão);
  • atmosfera de espontaneidade e criatividade;
  • limitação de tempo: o jogo tem um estado inicial, um meio e um fim; isto é, tem um caráter dinâmico;
  • limitação do espaço: o espaço reservado seja qual for a forma que assuma é como um mundo temporário e fantástico;
  • existência de regras: cada jogo se processa de acordo com certas regras que determinam o que vale ou não dentro do mundo imaginário do jogo, o que auxilia no processo de integração social;
  • estimulação da imaginação e autoafirmação e autonomia.
Passerino (2009) completa que o jogo é o vínculo que une a vontade e o prazer durante a realização de uma atividade. O ensino utilizando meios lúdicos cria ambiente gratificante e atraente, servindo como estímulo para o desenvolvimento integral do seu participante. O desafio do jogo une todas as idades e níveis de formação. Prossegue-se a investigação na busca de encontrar jogos que estimulem a aprendizagem dos conceitos de construção enxuta.

O jogo Desafiando a Produção foi elaborado para interação com perguntas e respostas, pois o seu foco está na relação entre os jogadores, proposta pelas perguntas e respostas do baralho. Esse tipo de jogo é o ideal para jogar em mais participantes, formando pequenos times. Também considerado progressivo, pois utiliza tabuleiro, cartas e dado; e de simulação de atividades, vivenciadas no ambiente do canteiro de obras, com relato de situações reais do local de trabalho.

Esse jogo propõe numa dinâmica para aprender os conceitos da construção enxuta e disseminar conceitos didáticos. Ao utilizar o baralho, espera-se ter a empatia com os operários, visto que o baralho é a diversão mais comum nos canteiros de obra durante os intervalos no expediente.

O tabuleiro foi inspirado no jogo Na trilha do mestre Zé, jogo desenvolvido em pesquisa científica na Universidade de Fortaleza para transmitir conceitos de Segurança do Trabalho aos operários na construção civil.

Para esse experimento são usados 1 tabuleiro, 1 dado, 6 peões, baralho de 119 cartas com situações da Construção Civil, considerando de 2 a 6 equipes participantes, compostas por até 5 jogadores.

Após alguns dias da aplicação do jogo fez-se contato com a Professora da turma que participou do Experimento, na busca de identificar qual o impacto do jogo no aprendizado dos alunos que participaram da atividade. Em sua fala, a entrevistada afirma que “após o jogo observei que os alunos ficaram mais “abertos” a informações sobre esta filosofia (...), o jogo vem como possibilidade de simular a prática por eles” (ROCHA, 2009a). A partir da entrevista, constatou-se que os alunos não só gostaram do jogo, como também fixaram os conceitos da construção enxuta.

Em relação à construção enxuta, a professora comentou que alguns alunos atuam no setor da construção civil e já tinham ouvido falar de certos termos utilizados pela construção enxuta, como kanban, por exemplo. Mas, “eles não podiam imaginar que esses termos fossem diretamente aplicados na construção civil. Houve aprendizagem, puderam associar com os conhecimentos que já tinham” (ROCHA, 2009a).

A professora considera que o jogo será um “fator de estímulo para quem aprende e a fixação de conceitos aconteça de forma bastante natural, sem que o aluno crie resistência para o que lhe é apresentado” (ROCHA, 2009a).

Acrescentase que o jogo gerou uma expectativa geral no grupo e, em seu relato, a professora disse que depois da aplicação do jogo, ao entrar na sala de aula, os alunos perguntaram: “Professora, qual é o jogo de hoje?” (ROCHA, 2009a), mostrando a vontade de repetir a experiência e também a aceitação do jogo Desafiando a Produção. Além disso, ocorreu um aumento no estímulo, participação e freqüência das aulas.

Um abraço
Msc. Eng. Bruno Soares de Carvalho

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Vinculo entre construtoras e instituições de ensino

Gostaria de relatar sobre o comentário do Leitor Caio, que me fez um breve relato sobre a necessidade de se estabelecer vínculo entre Profissionais de mercado e instituições de ensino.

Infelizmente no Brasil esta prática não é muito comum. Eu vivi esta experiência e pude presenciar que poucas são as instiuições de ensino que se prontificam a inserir seus alunos no mercado de forma prática. Realizando parcerias com pequenas e micro empresas que são a força motriz deste país.

Até hoje apenas presenciei um único caso de sucesso envolvendo universidades de ponta e as pequenas e micro empresas de construção civil, no qual uma empresa gaúcha pagava uma bolsa de estudos para o curso de mestrado e doutorado da UFRGS e a contrapartida é que a universidade utilizava a empresa como laboratório de suas pesquisas numa relação de ganha e ganha.

Neste último final de ano tentei fechar uma parceira nos mesmos moldes com a UFPR e recebi como resposta da coordenadora do curso de mestrado em construção civil da qual fui aluno a seguinte mensagem.  Eu precisaria achar um professor que tivesse interesse em minha parceria para que ele pudesse montar um projeto e este projeto seria submetido a análise do colegiado e se este julgasse interessante aprovaria. Até o momento não encontrei nenhum professor que quisesse estabelecer a parceria.

Ou seja o interesse foi zero! Portanto por isso estas parcerias raramente são bem sucedidas, pois a velocidade do mercado impaca na burocracia das instituições de ensino.

Fica o recado que se algum instituto quiser conversar comigo para novas parcerias no que se refere a execução de obras na região de Curitiba estou a diposição.

Abraço
Msc. Eng. Bruno Soares de Carvalho

sábado, 8 de janeiro de 2011

Linha de balanceamento ou line of balance - conceito

A linha de balanceamento infelizmente é uma ferramenta pouco utilizada na construção civil, mas os profissionais que conhecem as vantagens deste artifício não a deixam de lado em hipótese alguma.

A linha de balanço surgiu inicialmente em 1941 pela Goodyear, mas a marinha americana fez uso desta ferramenta logo na sequência na década seguinte.

Ao contrário do PERT-CPM que apresenta os times completos tendo a duração da atividade como centro das atenções, a linha de balanceamento trabalha com as produções sendo a espinha dorsal deste conceito. Isso faz com que os cronogramas de PERT-CPM tendem a ser mais curtos, porém ao mesmo tempo menos precisos, por não estarem baseados nas produtividades das diversas equipes a ponto de se balancear os times para que se consiga o equilíbrio perfeito entre quantidade de operários e prazo pretendido.


Abaixo um exemplo da apresentação de uma linha de balanceamento também chamada de line of balance.

Esta ferramenta apenas é aconselhada para atividades repetitivas em que se pode estabelecer ritmo e dosá-lo de acordo com a necessidade. Desta forma a ferramenta mostra que o aumento da produção de apenas uma atividade específica nem sempre pode ser considerado um benefício, pois o importante que a produção esteja equilibrada a ponto de nunca se ter equipes sobrecarregadas ou ociosas, mas sempre balanceadas.

Assim muitas vezes pode-se fazer paradas programadas na produção para que o ritmo da atividade não interfira no processo completo. Como pode ser observado na figura acima os serviços de acabamento em um determinado período ficaram praticamente estagnados para que se pudesse manter o ritmo produtivo. Sendo que quanto mais vertical for o alinhamento mais rápido é a atividade.

Um abraço
Msc. Eng. Bruno Soares de Carvalho

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Mapa de fluxo de valor

A melhor forma de entender como a sua obra está funcionando é através da realização do mapa de fluxo de valor. O que é isso?

Irei fazer uma analogia entre a engenharia e a medicina. Vinculando a situação de uma obra que não possui uma processo bem estruturado com um paciente doente.

Mas para que serve o mapa de fluxo de valor?  Esta ferrementa é o primeiro indício para se enxergar os fluxos de uma determinada operação, ou seja, através deste mapa pode se realizar o diagnóstico dos problemas existentes no processo produtivo.

Funciona como se fosse uma radiografia do processo produtivo. Através de uma imagem um especialista consegue enxergar os pontos falhos e inserir medidas corretivas para melhorar o processo. Fazendo uma analogia da mesma forma um médico identifica uma fratura em um paciente através de uma radiografia.

Ou seja o primeiro passo quando se está doente deve-se realizar exames e o mapa de fluxo de valor é o exame que devemos realizar na obra para saber quais são os pontos falhos.

Este mapa retrata todo o ciclo produtivo de um determinado empreendimento em um fluxograma resumido e de fácil entendimento. Devem ser inseridas todas as atividades inerentes ao processo produtivo desta forma a visão passa a ser ampla e irrestrita.

O mapa do fluxo de valor deve conter inclusive as etapas da cadeia de suprimentos. Como por exemplo a atividade de instalação de uma esquadria de alumínio. O fluxo de valor deste processo consiste em mapear desde a extração da bauxita em seu estado bruto até a pintura na serralheria e a entrega e instalação no canteiro de obra, por último o aceite do cliente com a garantia da construtora. Monitorando o passo a passo destas atividades certamente você encontrará grandes formas de agilizar, melhorar e baratear seu processo produtivo.

Um abraço
Msc. Eng. Bruno Soares de Carvalho

Feliz 2011

Primeiramente, gostaria de desejar um feliz 2011 para todos e que este ano seja repleto de saúde, paz, alegria e dinheiro no bolso.

Para que você consiga cumprir suas promessas e metas pessoais estabelecidas na virada do ano quando estava pulando as ondas e comendo as uvas use algumas técnicas que divulgamos aqui no blog ao longo da nossa caminhada kkkk.

Boa sorte neste novo ciclo, feliz 2011.

Abraço
Bruno

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O entendimento da Construção Enxuta - Caso prático

Constantemente acompanho alguns casos práticos sobre a aplicação da lean construction em canteiros pelo Brasil. Nesta semana me apareceu um caso um tanto quanto curioso.

Fui solcitado para fornecer apoio técnico a um trabalho de conclusão de curso (TCC). E a dificuldade do aluno estava no fato de que ele pretendia mostrar em seu trabalho os efeitos benéficos da aplicação do sistema last planner em uma obra de alvenaria estrutural.

O aluno estava avaliando apenas a atividade de alvenaria estrutural na obra em que era estagiário. Sua hipótese era de que o sistema last planner melhorou o desempenho da atividade reduzindo o tempo de ciclo, valorizando o trabalhador, melhorando o fluxo de materiais dentro da obra e difiundindo a informação dentro do canteiro.

Porém minha orientação sobre esse trabalho é de que o sistema last planner não é capaz de fazer tudo isso que foi afirmado. A ferramenta do last planner (PCP) consegue organizar as informações em um plano de curto prazo indicando quem, quando e como fazer. Também fornece um diagnóstico sobre desempenho e sobre as falhas do processo. Porém dificilmente o Last Planner conseguirá resolver todos os problemas da obra e apresentar melhorias como estavam relatadas em seu trabalho

O que o aluno não estava enxergando e que se pode dizer ser o ponto principal é que a melhoria do desempenho que ele relatou ter alcançado se deve principalmente ao fato de que ele implantou varios conceitos de lean construction, além do last planner e a somatória destes conceitos trouxeram o benefício esperado.

Desta forma fica o recado sobre a maneira como enxergamos as melhorias que ocorrem no canteiro, pois é importante sabermos diagnosticar quais são as ações que implantamos que fornecem bons resultados e se estes resultados são coerentes com o que pretendemos.

Abraço
Bruno Soares de Carvalho

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Softwares de planejamento

Software de Planejamento – Por que usar?


Existem diversos motivos que justificam a utilização de um aplicativo ou software de Gerenciamento de Projetos, dentre os quais podem ser destacados:

1) A maneira mais eficaz e rápida de representar graficamente (Gantt e PERT) o projeto através de apresentações bem elaboradas e precisas;
2) Direciona a uma metodologia eficaz de planejamento, pois obriga a utilização de um método para o detalhamento de cada atividade;
3) Mostra automaticamente as inconsistências entre a execução do projeto e o que fora previsto pelo planejamento;
4) Auxilia o Gerente de Projetos na tomada de decisões relativas a prazos, custos e recursos; permite, de maneira muito rápida e eficiente, o cálculo do caminho crítico do empreendimento.

Os Softwares de Planejamento e Controle, não são meros fazedores de cronogramas, mas poderosíssimos gerenciadores de redes de planejamento. Aliás, os cronogramas são apenas um sub-produto dentre os diversos contidos em um aplicativo como o Project da Microsoft. Para o bom uso do aplicativo, não basta apenas o conhecimento dos menus, comandos e modos de exibição. É necessário um perfeito entendimento da extensão de suas possibilidades

Potencialidade dos Softwares de Planejamento
No desenvolvimento do Projeto Polaris (1957), a Marinha Americana envolveu-se no gerenciamento de tantas tarefas, que viu-se na contingência de desenvolver um sistema que permitisse planejar, acompanhar, rastrear, programar e estipular prazos. Surgiu então o conhecido diagrama PERT (Program Evaluation and Review Technique), que tem sido valiosa ferramenta de planejamento.

Cedo percebeu-se a necessidade de criar sistemas informatizados que facilitassem a tarefa de planejar empreendimentos, mas só nos últimos anos esses sistemas tem se tornado suficientemente amigáveis e de custo acessível para a maioria das empresas. No entanto, raramente os usuários utilizam todo o potencial destes programas.

Assim, estas poderosas ferramentas acabam se transformando em sofisticados editores de cronogramas e relatórios, coloridos, bem impressos e de excelente aspecto visual, quando poderiam aportar muito mais.

Quando vamos executar uma obra, nossos técnicos detalham uma seqüência de atividades, atribuindo tempos, recursos, subdividindo e hierarquizando tarefas. Esta lista de atividades é o nosso primeiro input para o sistema. À cada tarefa podem ainda ser atribuídos custos, condicionantes, comentários especiais, interdependências, datas, metas, etc.

A partir dessa lista, que facilmente pode atingir quinhentas ou mais atividades, o software organiza as atividades na forma de cronograma. Mas, ao contrário dos cronogramas feitos à mão, em que não se visualiza as interdependências entre tarefas, o software mantém válidas todas as interdependências, estejam elas exibidas ou não no cronograma.

Desta forma, se uma determinada atividade tiver seu prazo ou datas de início e término alteradas, as demais atividades acompanham estas mudanças, mantendo a lógica da execução da obra.

Calculando de maneira rápida e precisa as datas mais cedo e mais tarde de cada evento, e as folgas de cada atividade, o programa nos permite identificar o caminho crítico e toda vez que, por força de mudanças na execução de atividades, este caminho crítico mudar, isto nos será claramente indicado.

Conhecido o prazo requerido de nossa obra, podemos adequar atividades no sentido de conseguirmos atingir o prazo estipulado, ou, havendo folga, alocar da melhor forma as tarefas ao longo desta.

Ao atribuirmos às atividades os recursos e custos correspondentes, podemos gerar um histograma de recursos associado ao cronograma, e a partir deste, nivelar os recursos.

Diferentemente de uma produção seriada, um empreendimento tem como característica a inconstância na utilização de recursos: há por exemplo fases da obra em que utilizamos mais serventes, em outras fases é a atividade de solda a mais freqüente, em outros momentos estaremos utilizando mecânicos, etc. Portanto, é normal que exista uma certa ociosidade. O nivelamento de recursos minimiza esta ociosidade, deslocando atividade dentro de suas respectivas folgas, de maneira a requerer um mínimo efetivo de pessoal para a execução.

Nivelados os recursos e alocados os custos pertinentes a cada recurso, obtém-se facilmente um orçamento econômico da obra, além da curva de avanço físico. A obtenção do orçamento pode ser facilitada pelo fato de que além das interdependências que resguardam a lógica de execução, as atividades podem ser agrupadas segundo a Estrutura Analítica de Projeto (EAP). Pronto o planejamento inicial, ao começar a obra teremos os relatórios de programação, discriminando por equipe as atividades a serem desenvolvidas naquele dia, semana ou mês, conforme a sua necessidade de programação. O retorno da programação, informando o cumprimento das atividades e os desvios em relação ao programado, nos permite obter a curva do avanço físico realizado, indicando a necessidade ou não de replanejar a obra e reprogramar as atividades, de forma a atender o prazo estipulado ou informando o novo prazo previsto para a conclusão dos serviços. É a etapa do Acompanhamento e Controle.

Fonte: http://www.lem.ep.usp.br/pef411/~Silvio%20Gomes/Software%20de%20Planejamento.htm

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Comentários sobre o Seminário de Planejamento e Controle de Obras

Foi realizado no dia de hoje em São Paulo um interessante seminário sobre o tema Planejamento e Controle de Obras. Os palestrantes abordaram diferentes temas envolvendo o assunto e levantaram a grande importância do gestor de obras no processo construtivo e indicando que os bons resultados dependem principalmente do comandante do barco.

Irei descrever aqui uma resenha para aqueles que não puderam comparecer ao evento, boa leitura!

  • ALDO DÓREA MATTOS - ABORDAGEM PROBABILÍSTICA NO PLANEJAMENTO
O Eng. Aldo trouxe a mesa uma abordagem de planejamento convencional, porém aplicado com um viés probabilístico. Como isso funciona? Na visão de Aldo o planejamento deve ser elaborado primeiramente com a indicação da EAP (Estrutura analítica de Projeto), posteriormente com a aplicação da sequenciação e interdependência das atividades.
Após estes passos deve-se elaborar com um colegiado de engenheiros três opções de durações para cada atividade. Sendo uma otimista (peso 01), outra sendo a mais provavel (com peso 04) e a terceira a pessimista (peso 01). A partir deste ponto deve-se realizar uma média ponderada das atividades para se encontrar a duração esperada. Estabelecendo o desvio-padrão e a curva de Gauss. Com este gráfico pode-se dizer a confiabilidade em (%) do planejamento.
  • ANTONIO SÉRGIO ITRI CONTE - LEAN CONSTRUCTION E A ESTABILIZAÇÃO DO PROCESSO PRODUTIVO NA CONSTRUÇÃO
O Eng. Antonio Sérgio Itri Conte é o percursor da Lean Construction no Brasil, membro fundador do IGLC e do Lean Construction Institute do Brasil.
Conte iniciou sua palestra mostrando que as variabilidades no processo produtivo são o principal problema do processo produtivo portanto a necessidade de estabilização da produção é fundamental para melhorias de resultados. Sendo mais importante do que trabalhar mais é não deixar a obra parar por um problema de sistêmico de logística.
Para estabilizar a produção Conte indica a utilização do sistema de produção puxada em canteiros de obras. Sendo que este é um dos pilares da Lean Construction.
Além disso foram discutidos no seminário qual é a tendência futura que a filosofia Lean tem no panorama brasileiro. E a conclusão é de boas perspectivas de crescimento juntamente com os conceitos de sustentabilidade e com forte atuação dos gerentes de processo.
  • SHEYLA MARA BAPTISTA SERRA - PLANEJAMENTO DA PRODUÇÃO E GESTÃO DE CONTRATOS NA CONSTRUÇÃO. 
A Eng. Sheyla apresentou a dependencia da industria da construção civil brasileira sobre a forma de contrato de subempreitas e de terceirizações, demonstrando amplamente as diversidades legais existentes nas formas de contratação e estabelecimento de contratos com estes parceiros das construtoras.
  • UBIRACI ESPINELLI LEMES DE SOUZA - DO CONSTRUCTION. GESTÃO DA CONSTRUÇÃO COM BASE EM INDICADORES DE RESULTADOS. 
O Dr. Ubiraci Souza apresentou uma outra forma de gestão, opositora ao Lean Construction em alguns pontos e muito próxima em outros, chamada DO CONSTRUCTION.
Essa forma de gestão está baseada em indicadores de resultados e significa fazer uma gestão da construção com base nos resultados previamente obtidos na própria atividade.
Ou seja a utilização de dados estatísticos e empíricos, para se alavancar resultados em novos desafios. Com forte apelo ao PDCA o DO CONSTRUCTION  exige do profissional o completo domínio do processo com uma visão analítica para realizar a tomada de decisão e posteriormente voltar ao controle do processo empírico.
  • MARCUS STERZI - IMPLEMENTAÇÃO DE FERRAMENTAS LEAN PRODUCTION E LAST PLANNER EM CONSTRUTORAS. 
O Eng. Marcus Sterzi apresentou com alguns "cases" a utilização de algumas ferramentas de lean construction na prática.
Entre as ferramentas normalmente utilizadas por Marcus foram citadas em diversos posts aqui no blog entre elas podemos citar a estruturação do planejamento em longo, médio e curto prazo. Foram citadas também a utilização de ferramentas BIM e prototipagem, além da transparência do processo produtivo e do planejamento de processos (canteiros e etapas de obras).

Conclusão do Seminário: O Seminário foi muito proveitoso, com uma grande alegria para todos os difusores da filosofia da Lean Construction como o meu trabalho o de Marcus Sterzi e Antonio Conte. Pois nos surpreendemos com a quantidade de pessoas interessadas e atualmente envolvidas com a filosofia Lean na prática.

Parabéns pela iniciativa da PINI a todos os palestrantes e aos ouvintes do seminário que contribuiram para este ótimo encontro. Um agradecimento especial ao Marcus Sterzi pelo convite ao Seminário, muito obrigado.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Seminario Planejamento e Controle de obras

Prezados leitores, no dia 19 de outubro de 2010 ocorrera o seminario de planejamento e controle de obras promovido pela PINI em Sao Paulo no Mileniun Centro de convencoes.

Estarao presentes neste seminario dois nomes que sao referencias sobre o assunto lean construction no brasil. O Sr. Antonio Sergio Conte e o Sr. Marcus Sterzi.

Vale a pena conferir, estarei la concerteza! Inscricoes pelo site www.pinieventos.com.br

Um abraco
Bruno Soares de Carvalho

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Avaliação dos conceitos Lean em obra de Curitiba-PR

Realizei uma pesquisa sobre a presença da lean construction em uma construtora comum que em seu conceito interno não são praticantes da filosofia da lean construction, mas que mesmo de forma indireta ou não intencional, possuem algumas características lean. Portanto apliquei os 11 princípios da lean construction e avaliei cada um deles se existem ou não nesta construtora. o resultado esta descrito abaixo.

A característica da obra é a seguinte: Edifício residencial com 03 blocos de 15 andares e 02 apartamentos por andar.


1)Reduzir as parcelas de atividades que não agregam valor.

O material é todo armazenado no pavimento inferior, destinado à futura garagem. O material é distribuído pelos outros pavimentos por meio de um elevador de cargas, que foi instalado em lugar estratégico, de modo que atenda a dois dos blocos ao mesmo tempo. (SIM - possui conceito Lean)

2)Aumentar o valor do produto através da consideração das necessidades do cliente.
Existe a preocupação de que os serviços necessários a outras atividades sejam sempre terminados no prazo e que não faltem os materiais necessários. Os materiais padrão foram adquiridos todos de uma vez e estão armazenados, outros materiais são comprados através de pesquisas de mercado para atender as necessidades das tarefas programadas. As considerações dos clientes internos foram atendidas (SIM - possui conceito Lean).

3)Reduzir as variabilidades.
Os materiais e processos são todos padronizados, de modo que não haja variabilidade nos serviços e nos produtos parciais/finais. Alguns dos materiais já foram adquiridos e armazenados, outros são sempre comprados nos mesmos fornecedores, assim que surge a necessidade. São também os mesmos empreiteiros a executar o serviço nos 3 blocos (SIM - possui conceito Lean).

4)Reduzir o tempo do ciclo de produção.
Existe uma preocupação de que a mão-de-obra não fique ociosa, havendo um remanejamento de pessoal para outras atividades toda vez que um serviço ou a falta de um material atrasam a realização da tarefa seguinte. Isso não garante a preocupação na redução do tempo de ciclo. (NÃO-possui conceito Lean)

5)Simplificar através da redução do número de passos ou partes.
Existe o uso de Argamassa Industrializada, adotada como material para reduzir o tempo de preparo da argamassa convencional preparada em canteiro. Porém, a falta de treinamento na aplicação, acabou por não reduzir o tempo das atividades de reboco.(NÃO - possui conceito Lean)

6)Aumentar a flexibilidade de saída.
Não existe um plano de saída de um dos blocos antes que a obra toda esteja terminada. Todos os blocos serão liberados ao mesmo tempo. Quanto à customização, não existe essa possibilidade, todos os apartamentos estão sendo produzidos padronizados. Existe apenas um apartamento, de um dos proprietários do empreendimento, que está sendo customizado, porém com ônus aos custos. (NÃO - possui conceito Lean)

7)Aumentar a transparência do processo.
Na obra não existe nenhum programa de melhoria da organização, com uso de quadros e cartazes. Uma vez que as atividades são realizadas em diferentes pavimentos, em diferentes blocos, é preciso uma eficiente fiscalização dos serviços, para que haja transparência no processo, e para que se possa fazer a coleta das informações das diferentes atividades.(NÃO - possui conceito Lean)

8)Focar o controle no processo global.
Nota-se que existe uma maior preocupação com o processo global do que com um sub-processo. Por mais que os esforços sejam mais direcionados ao bloco que existe um maior número de atividades produtivas, o controle ainda é feito nos 3 blocos simultaneamente.(SIM - possui conceito Lean)

9)Introduzir melhoria contínua no processo.
Percebeu-se uma falta de preocupação em introduzir melhorias ao longo do processo. As atividades continuaram a ser executadas pelas mesmas equipes e com os mesmo materiais e técnicas. Não existe preocupação com o desperdício, nem com programas de motivação da mão-de-obra.(NÃO - possui conceito Lean)

10)Manter um equilíbrio entre melhorias nos fluxos e nas conversões.
A preocupação com o uso de equipamentos por mais de uma atividade, de modo que diminua o fluxo desses, foi a única preocupação com a melhoria de fluxo aliada à melhoria dos processos de conversão. O equíbrio ocorre de maneira insuficiente (NÃO - possui conceito Lean)

11)Referenciais de ponta (benchmarking).
Percebeu-se que as práticas adotadas são todas derivadas da experiência que a empresa tem na execução de obras. Também um bom entendimento dos processos dentro da própria empresa.(SIM - possui conceito Lean).

Conclusão:
Portanto percebe-se que mesmo de maneira parcial existe a presença de alguns conceitos da lean construction.

Abraço
Bruno Soares de Carvalho

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Niveis Hierárquicos de PCP e Lean Construction

Descrevo abaixo uma adaptação do artigo publicado no IV SIBRAGEC de 2005, em que os autores Márcio Roberto Ayub Tirintan (1); Sheyla Mara Baptista Serra (2) descrevem com habilidade o vinculo hierárquico do PCP com a Construção Enxuta (Lean Construction).

"O processo de planejamento e controle da produção (PCP) passa a cumprir um papel fundamental nas empresas, à medida que o mesmo tem um forte impacto no desempenho da função produção. Inúmeros estudos realizados no Brasil e no exterior comprovam este fato, indicando que deficiências no planejamento e controle estão entre as principais causas da baixa produtividade do setor, das suas elevadas perdas e da baixa qualidade dos seus produtos. Em que pese o custo relativamente baixo do processo de planejamento e controle da produção e o fato de que muitos profissionais têm consciência da sua importância, poucas são as empresas nas quais este processo é bem estruturado (FORMOSO, 2000).


Segundo KOSKELA (2000), o produto edificação distingue-se dos produtos de outras indústrias, principalmente por se tratar de um produto único, com grande volume e diverso a cada novo empreendimento. Neste contexto, o setor da construção civil tem procurado adaptar conceitos, métodos e técnicas desenvolvidos para ambientes de produção industrial que, em geral, são implementados através de procedimentos administrativos, como também de sistemas de planejamento e controle da produção. Entretanto, os sistemas desenvolvidos para o ambiente industrial nem sempre conseguem adaptar-se às situações de produção que ocorrem na construção civil, fazendo com que se acabem gerando sistemas inadequados e de baixa eficiência (ASSUMPÇÃO, 1996).

A ineficácia na transposição dos princípios desenvolvidos em outros ambientes produtivos ocorre porque estes não foram suficientemente abstraídos e aplicados sob a consideração das peculiaridades intrínsecas do ambiente da construção civil (KOSKELA, 1992).


Tendo em vista a importância do planejamento da produção, LAUFER & TUCKER (1987) citam quatro objetivos básicos:

a) assistir o gerente na direção da empresa;


b) coordenar as várias entidades envolvidas na construção do empreendimento;


c) possibilitar o controle da construção;


d) possibilitar a comparação de alternativas, facilitando, assim, à tomada de decisão.


Entre as principais adaptações da indústria seriada encontra-se a filosofia da produção enxuta que vem sendo estendida a outros setores da atividade econômica, inclusive da construção civil. Neste caso, tem havido inúmeros esforços de identificação, abstração, transporte e adaptação dos conceitos, princípios e práticas utilizados pela Produção Enxuta para o ambiente da construção civil. Assim, Lean Construction (Construção Enxuta) é uma filosofia de produção para a construção civil, baseada na aplicação de conceitos, princípios e práticas do Novo Paradigma de Produção à construção civil (BERNARDES, 2001). A partir de trabalhos desenvolvidos por um grupo internacional de pesquisadores, denominado Grupo Internacional da Lean Construction (HOWELL, 1997 citado por (SCHRAMM, 2004), diversas estratégias e recomendações têm sido implementadas com sucesso.

OBJETIVO


Em se tratando de planejamento de obras e dos vários níveis de planejamento, muitas decisões são tomadas isoladamente e sem nenhum vínculo entre os planejamentos estratégico, tático e operacional. Sendo assim, este trabalho tem o objetivo de propor diretrizes que aumentem a vinculação e a ligação entre os níveis hierárquicos da gestão dos empreendimentos, através de reflexões da Lean Construction.


NÍVEIS HIERÁRQUICOS DO PCP E LAST PLANNER


Segundo LAUFER & TUCKER (1987) o planejamento deve responder a quatro questões:


1 – O que deve ser feito (quais atividades)?;


2 – Como as atividades devem ser realizadas (quais os métodos)?;


3 – Quem deve executar as atividades e com que meios (quais os recursos)?;


4 – Quando as atividades devem ser realizadas (qual a seqüência)?.


Devido a grande variedade de informações a serem tratadas e disponibilizadas em diferentes planos de decisão, alguns autores, tais como NEALE & NEALE (1986) citado por FORMOSO (1991), definem três grandes níveis hierárquicos na gestão dos empreendimentos:


a) estratégico: este nível se refere à definição dos objetivos estratégicos do empreendimento, a partir do perfil do cliente. Deve envolver o estabelecimento de estratégias para atingir os objetivos do empreendimento, como, por exemplo, a definição do prazo da obra, as fontes de financiamento, as parcerias, etc.;


b) tático: neste nível, as principais definições estão relacionadas à seleção e aquisição de recursos que são necessários para atingir os objetivos do empreendimento, bem como a elaboração de um plano geral para a utilização destes recursos;


c) operacional: este nível está relacionado à definição detalhada das atividades que serão realizadas, seus recursos e o momento da execução. BALLARD (2000) foi o criador do método de planejamento conhecido como “Last Planner”. Basicamente o planejamento é dividido em longo, médio e curto prazo. Comparando-se à gestão de empreendimentos ou PCP, o nível tático corresponde aos horizontes de longo e médio prazo e o nível operacional ao curto prazo.


O planejamento de longo prazo tem como principal produto o plano mestre da obra, apresentando um horizonte que corresponde a todo tempo de construção. Este planejamento representa o primeiro planejamento do nível tático, no qual são definidos os ritmos de produção e, em conjunto com os dados de orçamento, o fluxo de despesas, que deve ser compatível com o estudo de viabilidade realizado na fase de planejamento estratégico do empreendimento (FORMOSO et al., 1999). O planejamento de médio prazo, também conhecido como Lookahead (olhar para frente), consiste no segundo nível do planejamento tático. Busca vincular o plano de longo prazo (plano mestre) ao plano operacional (curto prazo), o qual orienta a produção. E por fim o planejamento de curto prazo que tem caráter operacional, pois orienta diretamente a produção. É caracterizado pela atribuição de recursos físicos às atividades programadas no plano de médio prazo.


Pesquisas recentes implantaram o planejamento com o método "Last Planner" (BALLARD; HOWELL, 1998) e mostraram que o planejamento e o controle focados na equipe de produção (canteiro de obras) e no mestre-de-obras é a ponte para unir a programação do empreendimento com o comprometimento nas programações e para facilitar o uso de um sistema de controle de produção que realmente funcione (MENDES JR, 1999). O diferencial entre os níveis de planejamento convencional e os propostos por BALLARD (1997), é que na visão proposta o foco é o canteiro de obras, isto é, o planejamento de médio prazo ("Lookahead") é realizado baseando-se no plano tático e, principalmente, nas condições da obra. O planejamento operacional é realizado pelos envolvidos diretamente no processo, e este, por sua vez, deve ser integrado ao planejamento tático e estratégico da empresa."

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Quadro Kanban

Quadros Kambam, para controle de estoque.
(Adaptado de João Bosco L. Barbosa Jr.)


O sistema Kanban pode ser facilmente aplicado ao controle de estoque em obras, por ser muito simples este sistema japones auxilia seus usuários a manterem o controle de materiais nas quantidades ideais nas obras.
O sistema Kanban, consiste basicamente de três cartões,

sendo 01 Verde, 01 Amarelo e 01 Vermelho.

Os cartões podem ser colocados no almoxarifado em frente a caixas, gavetas, prateleiras, ou em áreas de estoque espalhadas pela obra e cada um tem um significado.

1. Cartão verde significa que o estoque ao ser consumido no tempo necessário para a fabricação/ compra do item se faz de modo normal sem preocupações;

2. Cartão Amarelo significa que o consumo está chegando em uma fase critica e que a velocidade de reabastecimento está ficando abaixo do esperado e que pode ocorrer falta de produto.

3. Cartão Vermelho significa que o consumo passou da velocidade normal de consumo e que se nada for feito faltará peças/ componentes para a fabricação/ montagem.

Na implanatação do kanban uma coisa deverá ser observada com muita atenção:

1. O Volume de cada cartão deverá ser calculado de modo a contabilizar os Lead Time (Prazos de entrega) de todos os processos envolvidos na fabricação/ compra, mescle está informação com o volume consumido do item e terá o volume correto a ser colocado no cartão.

2. Treinamento dos funcionário envolvidos no processo é muito importante pois sem que estes estejam envolvidos no processo os cartões não fluem pela empresa pois hora esquecem hora se perdem nas gavetas, etc. Consientização é a palavra. E ouça os funcionários para realmente conseguir exprimir nos cartões as condições necessárias ao bom funcionamento deste sistema.

3. Você terá que introduzir o conceito de Just in Time entre os setores envolvidos para permitir eficiencia na tomada de descisão quando os cartões estiverem em uso: verde - tudo tranquilo, Amarelo -observe seu estoque pois pode acabar, Vermelho - Corre pois vai faltar.

Cada vez que um cartão passa pelos setores todos devem estar cientes do significado do cartão e das necessidades e obrigações impostas por estes.

Texto adaptado de João Bosco L. Barbosa Jr. para controle de estoques de rolamentos.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Controle gerencial

Atualmente, muitas empresas construtoras utilizam ferramentas de controle gerencial para manterem a matriz atualizada sobre o desempenho de suas obras.

Desta forma podem de certa maneira "enxergar" o que esta ocorrendo na obra atraves da compilacao de dados coletados e tratados adequadamente, gerando um analise que possibilita ao gestor de contratos da construtoras tomar as acoes cabiveis a cada caso.

Mas para a execucao deste controle gerencial quais sao as ferramentas basicas para quem nunca trabalhou com isso e pretende iniciar este trabalho?

Muitas sao as ferramentas existentes para a realizacao destes controles, mas creio que com 03 ferramentas basicas o construtor ja consegue dominar os numeros de sua obra.

Estas ferramentas sao:
1) Controle fisico e financeiro: A partir do orcamento e do planejamento da obra deve se realizar o cruzamento de informacoes entre o previsto e o realizado tanto no ambito fisico (atrasado ou adiantado) como no ambito financeiro (lucro ou prejuizo).

2) histogramas de material, mao de obra e equipamentos: O histograma eh uma ferramenta similar ao cronograma porem ao inves de lancar todas as atividades ao longo do tempo, sao lancados itens especificos. Neste caso sugiro realiza-lo para os itens principais (leia-se maior peso no orcamento) de materiais, mao de obra e equipamentos.
Com a utilizacao destes histogramas se podera realizar, por exemplo, um planilha de desembolso financeiro, que acaba sendo muito util para avaliacao do fluxo de caixa da obra.

3)Indice de valor agregado (tambem chamado de earn value management - EVM): Para se desenvolver o indice de valor agregado eh necessario a premissa de se ter clareza na definicao do escopo, para que o valor encontrado nao disvirtue a realidade.
O conceito basico do valor agregado eh por definicao o valor que indica a parcela do orcamento que deveria ser gasta considerando-se o trabalho realizado ate o momento e o custo da linha base para a atividades em questao. Ou seja o quanto do que foi gasto ate entao realmente carrega de valor ao seu projeto.
O conceito de valor agregado eh um pouco mais complexo e por tanto se houver interesse deve ser feira uma pesquisa um pouco mais aprofundada no assunto ou me escrevam que tentarei explicitar melhor e de forma mais clara.

Um abraco
Msc. Eng. Bruno Carvalho

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Tecnicas de PCP em obras de saneamento

Por solicitacao da leitora Larisse, irei explicitar um pouco mais sobre aplicacao de tecnicas de PCP (Planejamento e controle de producao) em obras de saneamento.

Todo sistema produtivo eh passivel de sofrer melhorias a medida que se domina a tecnica executiva, porem alguns processos sao mais facilmente ajustados do que outros.

Por exemplo o processo fabril de execucao de um automovel eh repetitivo e concentrado em um unico ambiente que eh a propria fabrica. E os produtos eh que caminham e nao os operadores que estao fixos em seus postos de trabalho. Desta forma as melhorias implantadas neste processo sao facilmente identificadas a medida que os resultados vao melhorando, sejam eles: em relacao a reducao de custo, aumento da velocidade no ciclo produtivo, melhoria da qualidade do produto. Assim estas experiencias na maneira de produzir deixam de ser testes e passam a fazer parte da metodologia executiva do produto.  

Porem no ambiente da construcao civil especificamente em obras lineares (redes de saneamento, agua, cabeamentos e gasodutos) estas dificuldades aumentam consideravelmente, pois o ambiente de trabalho nao eh fixo e o canteiro "caminha" junto com a frente de servico.

Porem uma semelhanca dos dois exemplos dados eh o fator repetitivo inerente ao processo. Tanto uma fabrica de carros como uma rede de saneamento sao compostas por atividades repetitivas. Desta forma a aplicacao de tecnicas de PCP devem ser utilizadas.

Exemplos de tecnicas de PCP em obras de saneamento.

Primeiramente devem ser levantadas todas as etapas necessarias para a execucao de um trecho de rede. Mas nao se deve deixar nenhuma etapa de fora iniciando o processo desde a elaboracao de uma ordem de servico, topografia, passando pela escavacao e lancamento das tubulacoes ate a limpeza final do trecho.

Assim sera possivel determinar seus recursos necessarios (pessoal, material, equipamentos, dinheiro e tempo). A partir disso deve ser tracado o seu objetivo (reduzir custos? aumentar a velocidade de execucao? Distribuir melhor as equipes? Estabelecer ritmo produtivo? Bater metas planejadas? Etc...)

Para aplicar na pratica estes conceitos proponho iniciamente que seja realizado um planejamento quinzenal da realizacao das atividades, de maneira bem detalhada e distribuir esta informacao para os executores dos trabalhos no caso o engenheiro de campo, encarregados e equipe operacional. Assim sera possivel estabelecer um horizonte e uma meta mesmo que seja de 15 dias (Metodo last planner - Autor Glenn Balard).

Posteriormente deve-se acompanhar diariamente a evolucao deste planejamento, nao se preocupe se as atividades planejadas nao foram concluidas em sua plenitude, pois esta eh apenas a primeira tentativa. Este processo deve ser repetido ate que se domine os ciclos produtivos. Sempre que alguma atividade planejada nao for cumprida, deve ser anotado o motivo pelo qual ocorreu o nao cumprimento da atividade. Vou listar alguns dos motivos mais comuns (falta de material, falta de mao de obra, problema com o projeto, falta de equipamentos, erro de planejamento, nao cumprimento de tarefas anteriore, etc...)

Deve ser estabelecido na obra uma ponte entre o planejamento e a producao, para que nao se execute obra sem planejamento e para que nao se faca um planejamento sem alguem para executar.

Com os resultados que voce tera na mao voce podera analisa-los da seguinte forma, por exemplo:

Estou cumprindo 75% das minhas atividades planejadas no tempo correto, sendo que destes 25% que foram executados fora do planejamento, 40% dos problemas ocorreram por falta de mao de obra, 20% por falta de material 35% por erros de planejamento e 5% por problemas vinculados ao projeto.

Qual a conclusao obvia que se pode obter: Contrate mais operarios e melhore seu planejamento! Cuidado com seu sistema de compras pois este ainda pode lhe trazer problemas. 

Desta forma espero ter sido claro no exemplo tipico de aplicacao de tecnica de pcp em obras de saneamento.

Um abraco
Bruno Carvalho
 

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Obras de infraestrutura na Libia

Atualmente estou trabalhando na execucao de obras de infraestrutura urbana na Libia. O projeto em questao engloba obras de redes de esgoto, drenagem, agua, iluminacao publica e pavimentacao em 6 cidades proximas a Benghazi (segunda maior cidade da Libia).

O trabalho realizado no mundo arabe se difere muito da situacao encontrada no Brasil. Pois a relacao comercial do povo arabe e diferente da relacao comercial que o brasileiro esta acostumado, portanto temos que nos adaptar a cultura local.

Alem disso as obras sao compostas por pessoas de varios paises diferentes (brasileiros, vietnamitas, libios, egipcios, portugueses, etc..). Portanto a comunicao e um complicador para a gestao da obra.

Como as atividades desenvolvidas nestes contratos sao consideradas obras lineares, ou seja, a sequencia executiva se repete e o canteiro de obra e movel acompanhando o ritmo dos times de producao. As tecnicas de planejamento e controle de producao podem ser amplamente utilizadas.

Uma vez que se determina a meta a ser alcancada a dificuldade passa a ser encontrar a melhor relacao custo beneficio para se determinar o ritmo de producao adequando os equipamentos e a equipe para as frentes de servico.

Este exercicio de controle produtivo eh muito interessante de ser desenvolvido e aceita a utilizacao de varias tecnicas de PCP como: Look ahead; last planner e Line of balance.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Lean Construction e Teoria das restrições

A teoria das restrições (TOC - Theory of constraint) está diretamente ligada a filosofia da construção enxuta (Lean Construction). O TOC indica que todo fluxo de trabalho possui um gargalo (ou uma restrição), a identificação deste gargalo é fundamental para que o mesmo possa ser tratado e deixar de congestionar o fluxo, aumentando a geração de valor ao produto final.

Um exemplo entre lean construction e TOC pode ser observado quando se aplica a ferramenta de linha de balanceamento (LOB - Line of balance) amplamente utilizada nas obras com repetições que utilizam lean construction.

Ao aplicar o LOB a identificação do gargalo torna-se evidente e o tratamento desta causa varia caso a caso, porém muitas vezes está vinculado com má elaboração do processo produtivo e a falta de informação no processo produtivo.

O tratamento destas duas falhas na grande maioria das vezes não demanda grandes quantias de dinheiro tão pouco aplicação de tecnologia de ponta, apenas organização, censo de produção contínua com mínimo de estoque. Buscando sempre o máximo de geração de valor para o cliente (interno ou externo).

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

TOC - Teoria das restrições

Uma das atuais áreas de conhecimento da engenharia de produção é a Teoria das restrições ou Theory of Constraints (TOC). E atualmente uma nova linha de pesquisa em que estou me dedicando é relativo a aplicação conjunta entre Lean Construction e TOC. Na busca por encontrar um vínculo entre uma filosofia (LC) com a ferramenta (TOC).

Para explicitar um pouco melhor as características do TOC cito as palavras descritas no livro "A meta na prática" de Eliyahu M. Goldratt:
  • Identificar a restrição do sistema ( restrição aqui significa qualquer coisa que impeça um sistema de atingir um desempenho maior em relação a sua meta)
  • Decidir como Explorar a restrição do sistema.
  • Subordinar tudo a mais a decisão acima
  • Elevar a restrição do sistema
  • Se um passo anterior a restrição for quebrada, deve-se Voltar ao passo 01, sem deixar que a inércia se torne a restrição do sistema.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Pólo Industrial Porto Velho


O Pólo Industrial Porto Velho está atualmente com 8 meses de obra, estando prontas as primeiras 100 unidades habitacionais. A parte de infraestrutura que contempla as redes de água, esgoto, energia elétrica, drenagem e a pavimentação estão com um ritmo acelerado, porém devido a agressividade do cronograma e as características técnicas do sistema construtivo escolhido para o empreendimento deverá ocorrer a alimentação provisória das primeiras unidades habitacionais entregues de forma provisória, até a conclusão da rede definitiva. Isto em nada denigre a imagem desta bela obra que deverá ser finalizada até abril de 2009 com 1000 unidades habitacionais concluídas.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Fotos Pólo Industrial de Porto Velho


Pela metodologia construtiva aplicado no Pólo Industrial de Porto Velho cada unidade habitacional é formada pela montagem de 5 ou 6 módulos pré-moldados de concreto sobre o radier.


Fotos áereas de parte do loteamento do Pólo Industrial de Porto Velho.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Obra em Rondônia - Pólo Industrial de Porto Velho

Prezados leitores, segue um link com a matéria da obra em que estou atuando em Rondonia. Nesta obra estão sendo aplicadas técnicas de produção enxuta na fábrica de pré moldados. A partir dos próximos meses pretendo implantar técnicas de construção enxuta, apesar de já ter implantado algumas ferramentas fundamentais como last planner, look ahead, line of balance e monitoramento dos problemas ocorridos.