quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Uma empresa chinesa superou os limites da engenharia ao construir em 15 dias um arranha céu de 30 andares. Antes dos críticos realizarem comentários como "as peças são pré-fábricadas portanto levou muito mais do que 15 dias". Pense e reflita que o desafio de simplesmente montar estas peças em 15 dias já é um feito extraordinário. Eu já trabalhei com obras pré fabricadas de rápida execução, mas nada que se compare a esse fenômeno.
Na pior das hipóteses este tipo de experimento com certeza gerou frutos que somente enxergaremos nos canteiros de obras convencionais em alguns muitos anos, enquanto isso a engenharia brasileira continua a desenvolver obras praticamente na mesma modalidade das decadas passadas sem grandes novidades. Por enquanto para nós basta apreciar e aplaudir clap...clap..clap...clap

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Livro: Técnicas de produção e materiais para fluxo de informações em canteiros de obra

Acaba de ser publicado o livro Técnicas de produção e materiais para fluxo de informações em canteiros de obra no qual sou co-autor, abaixo é descrito uma sinopse do livro. Vale a pena conferir:

http://www.bookess.com/read/10285-tecnicas-de-producao-e-materiais-para-fluxo-de-informacao-em-canteiros-de-obras/

O livro apresenta resultados do Projeto PROBRAL UFPR Karlsruhe, uma cooperação da Universidade Federal do Paraná e a Universidade Karlsruhe, que proporcionou uma positiva colaboração interinstitucional com envolvimento de pesquisadores e alunos de pós-graduação, graduação e profissionais. O relato aqui colocado coroa os estudos realizados na área de Gerenciamento da Construção Civil, em especial no tema da Construção Enxuta (Lean Construction) Nas atividades do projeto foram realizadas visitas técnicas, seminários de pesquisa, workshops abertos a comunidade, foram produzidos textos técnicos de apoio, artigos técnicos publicados e dissertações de mestrado no Programa de Pós-graduação de Construção Civil da UFPR.

Um abraço

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Usina de Belo Monte - Debate nas redes socias

Ao longo deste mês assisti a vários vídeos acalorados sobre um tema muito polêmico. A viabilidade técnico, financeira, social e ambiental da Usina Hidrelétrica de Belo Monte no Rio Xingu.

Desta forma gostaria de compartilhar com os leitores deste blog alguns dos mais assistidos.

Você concorda com a implantação da Usina? Contribua com a sua opnião aqui no blog engenhariacivil - PCP.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Artigos sobre PCP

Recebi uma msg do leitor Moises sobre algumas ideias inovadoras para realização de artigo sobre PCP.

Primeiramente gostaria de explanar que o assunto PCP já foi amplamente discutido no meio academico por diversos profissionais de grande prestígio e experientes no assunto. Portanto temas inovadores são raros de surgirem, mas de qualquer forma vou me arriscar em uma sugestão:

Apresentar quais são as vantagens financeiras de se realizar uma obra com ou sem PCP, comprovando com fatos e dados, um valor estatisticamente confiável. Da seguinte forma: Aplicar PCP em sua obra trás como retorno financeiro "tantos" por cento de economia em sua gestão de obras.

Boa sorte

Bruno 

domingo, 2 de outubro de 2011

Gerenciamento de empresas familiares no ramo da construção civil

Encontrei este trabalho que fala sobre a gestão estratégica de empresas familiares no setor da construção civil.

Este é um tema muito interessante e particularmente me atrai muito por trabalhar nesse perfil de empresa.

O link abaixo da USP direciona ao arquivo de autoria do Fabio Francesco, boa leitura


http://www.pcc.usp.br/fcardoso/Monografia%20-%20Fabio%20di%20Francesco.pdf

domingo, 24 de julho de 2011

Videos de equipamentos de construção civil futurísticos

Seguem abaixo alguns vídeos de equipamentos conceitos que provavelmente em breve estaremos encontrando nos canteiros de obras pelo mundo...Muito interessantes e com design e funcionalidades que tentam resolver problemas encontrados nos equipamentos atuais.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Video corporativo Aiza Engenharia

Vejam o video corporativo da Aiza Engenharia, na qual trabalho, desenvolvido para um evento da Instituição Marista.

Basta baixar o link.

http://www.4shared.com/video/rsDHvao7/vdeo_aiza_oficial.html

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Copenhagen, uma cidade em obras

Escrevo hoje diretamente de Copenhagen na Dinamarca. Daqui observo que nao eh somente o Brasil que esta passando por uma grande onda na construcao civil... Existem outros exponentes espalhados mundo a fora...
Fiquei espantado com a quantidade de canteiros de obras distribuidos entre as lindas ruas desta cidade vicking, talvez esse fato ocorra, pois estamos apenas iniciando o verao por aqui e agora eh certamente o melhor momento do ano para se fazer uma obra nessa terra gelida, pois no inverno as dificuldades certamente aumentam muito.
Fato curioso eh que em sua grande maioria o que vi foram obras envolvendo o subterraneo da cidade. Como a imensa rede de dutos revestidos termicamente para transporte de agua. Este tipo de obra ainda eh pouco explorado em nossas cidades e quando eh feito nao sao rotineiramente realizados cadastros atualizados de as built.
Outro fato curioso eh a metodologia construtiva europeia que muito se difere da tecnicas aplicada no Brasil. Por aqui observo grande presenca de pecas pre-fabricadas e uso restrito de mao de obra...Alem do uso de diversos materiais sinteticos que imitam produtos extraidos da natureza como granitos e madeiras...Essas opcoes ainda sao muito caras para o mercado brasileiro, sendo preferivel pelo construtor brasileiro ainda a utilizacao de bens naturais nao renovaveis, mao de obra desqualificada e em grande quantidade.
Essas diferencas me fazem enxergar que apesar de muitas vezes vendermos know how sobre grandes obras em todo o mundo, o pequeno construtor brasileiro ainda esta muito atrasado em relacao as tecnologias disponiveis em regioes como a europa, ou seja, ainda temos muito a evoluir!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Blog aniversário de 04 anos

Bom dia,

Hoje faz 04 anos que o blog Engenharia Civil PCP está no ar.

Muito obrigado a todos os seguidores, pois este é o principal motivo da permanência deste trabalho!!!

Grande abraço
Bruno

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Aprenda a mapear o fluxo de valor

Este vídeo baseado em uma apresentação de power point ensina como mapear o fluxo de valor e uma cadeia de serviços. Muito interessante e prático.

IGLC - Lima Peru 2011

Segue o vídeo promocional sobre o 19 encontro mundial sobre Lean Construction. Este ano o IGLC (International Group for Lean Construction) será realizado em Lima no Peru, quem se animar essa é uma grande oportunidade para se aprimorar no assunto e encontrar os grandes exponenciais desta filosofia de gestão reunidos durante o congresso.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Planejamento estratégico

Vejam o vídeo sobre o planejamento estratégico, lembrando que as grandes decisões são realizadas principalmente nas ações que impactam no longo prazo. Por isso preparação e planejamento para o cumprimento dos objetivos são fundamentais.

Neste video a necessidade de um companheiro para jogar futebol, levou o garotinho, torcedor do Manchester, a resolver esse problema com ações fora da sua rotina e grande paciência.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Palestras sobre Lean Construction

Prezados leitores,

Oferto neste espaço a realização de palestras em Construtoras e Incorporadoras que pretendam implantar, disseminar ou apenas conhecer a filosofia da Construção Enxuta ou Lean Construction.

Para maiores informações favor entrar em contato:

bruno@aiza.com.br

Atenciosamente
Msc. Eng. Bruno Soares de Carvalho

Palestra na incorporadora Partilha

Gostaria de agradecer ao Eng. Marcus Sterzi em Parceria com a equipe da incorporadora Partilha localizada em Curitiba pelo convite que me fizeram para realizar uma palestra sobre aplicações de Lean Construction nas diversas obras em que já tive a oportunidade de participar.

Parabenizo também a empresa Partilha pela inciativa pioneira na cidade de Curitiba de utilizar a filosofia da Construção enxuta em suas obras, além de projetos tipo BIM (Building Information Modeling). Este pioneirismo sem dúvida proporcionará bons frutos a serem colhidos no futuro.

O próximo passo é o estabelecimento de parcerias com outras instituições para que se consiga formar um grupo forte dedicado ao tema.

Um abraço
Msc. Eng. Bruno Soares de Carvalho

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Controle de campo

O controle é uma ferramenta fundamental para manter um padrão mínimo de qualidade instalado num processo.

Existem diversos níveis de exigência para um controle, qual nível deve ser adotado para cada atividade depende muito caso a caso.

Por exemplo se você deseja manter um padrão de qualidade indicado em um projeto estrutural que indica um determinado fck no concreto com certas características físicas e químicas o seu controle deve atender a norma específica, inclusive respeitando a periodicidade do controle.

Mas se o seu interesse é manter um grau de qualidade sobre a organização da obra a periodicidade não é normatizada por tanto o controle é empírico e varia de acordo com a necessidade.

A mensagem que deixo é que o controle é uma atividade inerente ao processo e portanto não podemos deixar de aplicá-lo, pois se não o padrão de qualidade mínimo não será respeitado colocando em risco um processo ou mesmo a segurança daqueles envolvidos neste processo, como o usuário final.

Abaixo mostro um vídeo que explica claramente uma obra sem controle:



video

Um abraço

Msc. Eng. Bruno Soares de Carvalho

quarta-feira, 16 de março de 2011

A Hierarquia das Necessidades

Segue abaixo um pequeno trecho da autora Adelice Leite de Godoy no site (www.cedet.com.br). no qual é definido a teoria de Maslow e um ponto crítico a esta Teoria. No final deste texto faço um vínculo com as necessidades das estruturas coletivas e corporativas. Boa leitura:

"O comportamento humano é explicado por Maslow através de cinco níveis de necessidades. Estas necessidades são dispostas em ordem hierárquica, desde as mais primárias e imaturas (tendo em vista o tipo de comportamento que estimulam) até as mais civilizadas e maduras

Na base da pirâmide, encontra-se o grupo de necessidades que Maslow considera ser o mais básico e reflexivo dos interesses fisiológicos e de sobrevivência. Este é o nível das necessidades fisiológicas, que estimulam comportamentos caracterizados pelo verbo ter.

O segundo nível da hierarquia é constituído por uma série de necessidades de segurança. Uma vez atendidas as necessidades fisiológicas, a tendência natural do ser humano será a de manter. Na seqüência, quando a segurança é obtida, surgem as necessidades de pertencer a grupos, associar-se a outras pessoas, ou seja, de se igualar. Estas necessidades são chamadas de sociais ou de associação. O passo seguinte na escala de necessidades é o da estima ou de “status”. Neste ponto, as necessidades de destaque, proeminência, reconhecimento e admiração por parte do grupo são manifestadas por ações que buscam diferenciar.

Embora as necessidades de estima sejam difíceis de serem superadas, dada sua dependência à receptividade de terceiros, Maslow sugere que em alguns casos elas podem ser adequadamente satisfeitas, liberando assim os indivíduos para atingir o nível mais alto da hierarquia. Quando isto ocorre, as necessidades de maximizar as potencialidades e de testar a própria capacidade farão com que as ações do indivíduo sejam dirigidas em busca do vencer. Este é o nível das necessidades mais maduras e construtivas da hierarquia de Maslow, conhecidas como necessidades de auto-realização
Análise Crítica da Hierarquia das Necessidades de Maslow:


Embora esta referência seja amplamente utilizada, podemos observar que as necessidades humanas descritas por Maslow podem ser consideradas motivações humanas, ou seja, são as diversas necessidades que fazem com que o homem tenha motivação para agir.

No entanto, é bastante questionável o fato de que exista uma hierarquia de tais necessidades.

É evidente que a necessidade de alimentação, vestuário, abrigo é em grande parte a motivação para o trabalho. No entanto, não é correto afirmar que somente no momento em que estas necessidades estão satisfeitas é que o homem passará a outros patamares da pirâmide.

Não é rara a existência de pessoas que abrem mão das suas necessidades básicas em função de um sonho, de uma auto-realização, pervertendo totalmente o sentido hierárquico da pirâmide.

Se tomado, por exemplo, a necessidade de associação. De acordo com a hierarquia das necessidades propostas pela pirâmide, esta etapa somente se tornaria uma motivação após outras necessidades terem sido satisfeitas, como por exemplo, as necessidades básicas e as necessidades de segurança. No entanto, os seres humanos vivem em comunidade e buscam associar-se ao mesmo tempo em que buscam satisfazer suas necessidades fisiológicas e de segurança. A família, muitas vezes, é uma fonte de motivação muito mais forte para determinados indivíduos que a satisfação de uma necessidade física, a associação muitas vezes é necessária para garantir a segurança física das pessoas.

Um outro fator gerador de motivação que citaremos é o que Viktor Frankl chamou de “vontade de sentido”. Viktor Frankl foi um médico e psiquiatra austríaco, fundador da escola da Logoterapia, que explora o sentido existencial do indivíduo e a dimensão espiritual da existência.

Segundo Frankl, o ser humano vive motivado, fundamentalmente, pela vontade de realizar sentido na vida; para isso, o homem deve se empenhar na realização de valores na forma de criações, vivências e atitudes"
 
Baseado nas duas teorias citadas acima podemos também estabelecer necessidades a uma estrutura de grupo ou corporação, desde as necessidades mais primárias até as mais evoluídas.
 
Vamos focar e estabelecer o vínculo no que se refere ao corporativismo. Considerando que uma empresa é formada por um grupo de pessoas que se destinam a produzir um bem ou serviço afim de suprir uma necessidade humana e que toda empresa para que possa exisitir deve primariamente ter um objetivo no qual colocamos este na base de nossa pirâmide de necessidades.
 
Posteriormente indico que os objetivos são cumpridos a medida que as missões são resolvidas. Entende-se missões também como projetos ou contratos. Sendo estas missões que trazem a rentabilidade a empresa.
 
O próximo nível de necessidades de uma empresa é ter uma visão no que se refere ao futuro da empresa. Como a corporação se enxerga e traça seus objetivos e missões futuras, nesta etapa se encontra o planejamento estratégico.
 
O último nível da pirâmide pode ser descrito como o desafio nesta estrutura é o nível mais avançado. Pois é nesta etapa em que se estabelece o processo de superação e a consequente consagração de uma empresa ao cumprir com o plano estratégico e com o restante dos níveis já citados anteriormente.
 
A pirâmide abaixo reflete este pensamento indicando que as necessidades individuais não se equivalem as necessidades coletivas devido a diversidade humana:
 
Um abraço
Msc. Eng. Bruno Soares de Carvalho

quarta-feira, 9 de março de 2011

Engenharia Civil PCP no Reino Unido

Caros leitores,

Verifico constantemente as estatísticas do meu blog, como quantidades de acessos, origem do trafego da internet, post mais acessados etc. Mas ontem um fenômeno chamou a atenção que foi a quantidade de acessos provenientes do Reino Unido em diferentes posts do blog.

Foram mais de 300 acessos desta região em apenas poucas horas. O fato me chamou a atenção pois meu blog é escrito inteiramente em português diferentemente da lingua local, inglês. Obviamente existem alguns brasileiros e portugueses residentes na região do Reino Unido. Mas o fato é que fiquei curioso pela quantidade de acessos em um só dia provenientes de uma única região.

E me coloco a disposição dos leitores para discutirmos sempre assuntos ligados a engenharia civil nas áreas de PCP e gerenciamento de projetos.

Grande abraço, obrigado pela audiência e paciência
Bruno

quarta-feira, 2 de março de 2011

Ensinando a construção enxuta através de jogos educativos

Relato abaixo trechos da dissertação do Eng. Fabiano Romanel que propõe uma estratégia diferente para disseminar a Construção enxuta através de jogos educativos com a equipe de obra e com equipes técnicas. Para isso separei alguns trechos da dissertação do Fabiano que ilustram bem esta nova forma de ensinamento sobre a construção enxuta. A versão completa do trabalho pode ser obtida no seguinte endereço eletrônico: http://www.ppgcc.ufpr.br/dissertacoes/d0128.pdf


“O primeiro jogo voltado para negócios foi o Top Management Decision Simulation, desenvolvido em 1956 pela American Management Association (AMA), para aplicação em seminários de administração. No ano seguinte, o Top Management Decision Game foi usado pela primeira vez em uma sala de aula, na Universidade de Washington, nos Estados Unidos. A partir daí, o número de jogos e simulações voltados para empresas e negócios cresceu muito. Em 1969 foi publicado o Business Games Handbook, de Graham e Gray, que relacionou perto de 190 jogos empresariais, enquanto o Guide to Simulation/Games for Education and Training, de Kibee, Craft e Nanus, publicado em 1980, descreveu 228 jogos e simulações voltados para os negócios (FARIA; WELLINGTON, 2004).

O jogo é uma atividade comum na sociedade. Essas práticas são muito utilizadas para ajudar a desenvolver habilidades que podem ser utilizadas na vida real. De modo geral, os jogos são mais organizados do que simples brincadeiras, por possuírem uma dinâmica própria composta por objetivos, mecanismos de pontuação e regras definidas. São conceitos claros de vencer e perder, que ajudam a desenvolverem noções de cooperação e de competição necessários na vida social (NORMAN, 2004). Enfim, as habilidades para os jogos desenvolvem comportamentos adaptáveis sem, no entanto, oferecer um benefício imediato de sobrevivência para o usuário, sendo considerados como recreativos (MURRAY, 2003).

Passerino (2009) inclui outros elementos ao caracterizar os jogos:

  • capacidade de absorver o participante de maneira intensa e total (clima deentusiasmo, sentimento de exaltação e tensão seguidas por um estado de alegria e distensão);
  • atmosfera de espontaneidade e criatividade;
  • limitação de tempo: o jogo tem um estado inicial, um meio e um fim; isto é, tem um caráter dinâmico;
  • limitação do espaço: o espaço reservado seja qual for a forma que assuma é como um mundo temporário e fantástico;
  • existência de regras: cada jogo se processa de acordo com certas regras que determinam o que vale ou não dentro do mundo imaginário do jogo, o que auxilia no processo de integração social;
  • estimulação da imaginação e autoafirmação e autonomia.
Passerino (2009) completa que o jogo é o vínculo que une a vontade e o prazer durante a realização de uma atividade. O ensino utilizando meios lúdicos cria ambiente gratificante e atraente, servindo como estímulo para o desenvolvimento integral do seu participante. O desafio do jogo une todas as idades e níveis de formação. Prossegue-se a investigação na busca de encontrar jogos que estimulem a aprendizagem dos conceitos de construção enxuta.

O jogo Desafiando a Produção foi elaborado para interação com perguntas e respostas, pois o seu foco está na relação entre os jogadores, proposta pelas perguntas e respostas do baralho. Esse tipo de jogo é o ideal para jogar em mais participantes, formando pequenos times. Também considerado progressivo, pois utiliza tabuleiro, cartas e dado; e de simulação de atividades, vivenciadas no ambiente do canteiro de obras, com relato de situações reais do local de trabalho.

Esse jogo propõe numa dinâmica para aprender os conceitos da construção enxuta e disseminar conceitos didáticos. Ao utilizar o baralho, espera-se ter a empatia com os operários, visto que o baralho é a diversão mais comum nos canteiros de obra durante os intervalos no expediente.

O tabuleiro foi inspirado no jogo Na trilha do mestre Zé, jogo desenvolvido em pesquisa científica na Universidade de Fortaleza para transmitir conceitos de Segurança do Trabalho aos operários na construção civil.

Para esse experimento são usados 1 tabuleiro, 1 dado, 6 peões, baralho de 119 cartas com situações da Construção Civil, considerando de 2 a 6 equipes participantes, compostas por até 5 jogadores.

Após alguns dias da aplicação do jogo fez-se contato com a Professora da turma que participou do Experimento, na busca de identificar qual o impacto do jogo no aprendizado dos alunos que participaram da atividade. Em sua fala, a entrevistada afirma que “após o jogo observei que os alunos ficaram mais “abertos” a informações sobre esta filosofia (...), o jogo vem como possibilidade de simular a prática por eles” (ROCHA, 2009a). A partir da entrevista, constatou-se que os alunos não só gostaram do jogo, como também fixaram os conceitos da construção enxuta.

Em relação à construção enxuta, a professora comentou que alguns alunos atuam no setor da construção civil e já tinham ouvido falar de certos termos utilizados pela construção enxuta, como kanban, por exemplo. Mas, “eles não podiam imaginar que esses termos fossem diretamente aplicados na construção civil. Houve aprendizagem, puderam associar com os conhecimentos que já tinham” (ROCHA, 2009a).

A professora considera que o jogo será um “fator de estímulo para quem aprende e a fixação de conceitos aconteça de forma bastante natural, sem que o aluno crie resistência para o que lhe é apresentado” (ROCHA, 2009a).

Acrescentase que o jogo gerou uma expectativa geral no grupo e, em seu relato, a professora disse que depois da aplicação do jogo, ao entrar na sala de aula, os alunos perguntaram: “Professora, qual é o jogo de hoje?” (ROCHA, 2009a), mostrando a vontade de repetir a experiência e também a aceitação do jogo Desafiando a Produção. Além disso, ocorreu um aumento no estímulo, participação e freqüência das aulas.

Um abraço
Msc. Eng. Bruno Soares de Carvalho

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Revolta na Líbia

Prezados leitores, deixo aqui meus votos de boa sorte a todos os meus colegas e amigos que estão na cidade de Benghazi na Líbia.

Como ex-funcionário da Queiroz Galvão na Líbia me sinto parte deste movimento e estou com minha alma acompanhando estes profissionais que abdicam da sua vida privada para viver um sonho profissional no exterior. E por força de uma ditadura militar que apenas sabe resolver seus conflitos internos na base da violência e força armada está iniciando na Líbia um novo ciclo sem a presença do Kadafi. Infelizmente este genocída apenas deixara o poder dentro de um caixão e para isso vários inocentes morrerão.

Deixo aqui meus votos de boa sorte principalmente ao vietnamitas que formam o corpo operacional da Queiroz Galvão na Líbia, pois se os brasileiros estão bem acomodados e concentrados na casa de um dos dirigentes da empresa (profissionais com família na Líbia) ou então dentro de um hotel (solteiros) quem estará tomando conta dos vietnamitas.

Os vietnamitas sofrem preconceito e discriminação no mundo arábe. Sofrendo muitas vezes agressões por parte da população local. Presenciei várias vezes no ano de 2010 quando trabalhei como engenheiro civil em uma das obras da Queiroz Galvão na Líbia momentos de conflitos entre líbios e vietnamitas. Portanto neste momento em que não existe ordem e que os brasileiros refugiaram-se em Benghazi, quem está nos canteiros de obra promovendo a segurança de mais de 500 vietnamitas contra a revolta arábe.

Como não tem imprensa e portanto não existe precisão nas informações deixo aqui meu apelo para que se promova alguma ação pelo governo ou itamarati em relação aos brasileiros e também em relação aos vietnamitas moradores na líbia. Pois foi uma empresa brasileira que os colocou naquele caldeirão portanto não podemos ser omissos a este fato!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Vinculo entre construtoras e instituições de ensino

Gostaria de relatar sobre o comentário do Leitor Caio, que me fez um breve relato sobre a necessidade de se estabelecer vínculo entre Profissionais de mercado e instituições de ensino.

Infelizmente no Brasil esta prática não é muito comum. Eu vivi esta experiência e pude presenciar que poucas são as instiuições de ensino que se prontificam a inserir seus alunos no mercado de forma prática. Realizando parcerias com pequenas e micro empresas que são a força motriz deste país.

Até hoje apenas presenciei um único caso de sucesso envolvendo universidades de ponta e as pequenas e micro empresas de construção civil, no qual uma empresa gaúcha pagava uma bolsa de estudos para o curso de mestrado e doutorado da UFRGS e a contrapartida é que a universidade utilizava a empresa como laboratório de suas pesquisas numa relação de ganha e ganha.

Neste último final de ano tentei fechar uma parceira nos mesmos moldes com a UFPR e recebi como resposta da coordenadora do curso de mestrado em construção civil da qual fui aluno a seguinte mensagem.  Eu precisaria achar um professor que tivesse interesse em minha parceria para que ele pudesse montar um projeto e este projeto seria submetido a análise do colegiado e se este julgasse interessante aprovaria. Até o momento não encontrei nenhum professor que quisesse estabelecer a parceria.

Ou seja o interesse foi zero! Portanto por isso estas parcerias raramente são bem sucedidas, pois a velocidade do mercado impaca na burocracia das instituições de ensino.

Fica o recado que se algum instituto quiser conversar comigo para novas parcerias no que se refere a execução de obras na região de Curitiba estou a diposição.

Abraço
Msc. Eng. Bruno Soares de Carvalho

sábado, 8 de janeiro de 2011

Linha de balanceamento ou line of balance - conceito

A linha de balanceamento infelizmente é uma ferramenta pouco utilizada na construção civil, mas os profissionais que conhecem as vantagens deste artifício não a deixam de lado em hipótese alguma.

A linha de balanço surgiu inicialmente em 1941 pela Goodyear, mas a marinha americana fez uso desta ferramenta logo na sequência na década seguinte.

Ao contrário do PERT-CPM que apresenta os times completos tendo a duração da atividade como centro das atenções, a linha de balanceamento trabalha com as produções sendo a espinha dorsal deste conceito. Isso faz com que os cronogramas de PERT-CPM tendem a ser mais curtos, porém ao mesmo tempo menos precisos, por não estarem baseados nas produtividades das diversas equipes a ponto de se balancear os times para que se consiga o equilíbrio perfeito entre quantidade de operários e prazo pretendido.


Abaixo um exemplo da apresentação de uma linha de balanceamento também chamada de line of balance.

Esta ferramenta apenas é aconselhada para atividades repetitivas em que se pode estabelecer ritmo e dosá-lo de acordo com a necessidade. Desta forma a ferramenta mostra que o aumento da produção de apenas uma atividade específica nem sempre pode ser considerado um benefício, pois o importante que a produção esteja equilibrada a ponto de nunca se ter equipes sobrecarregadas ou ociosas, mas sempre balanceadas.

Assim muitas vezes pode-se fazer paradas programadas na produção para que o ritmo da atividade não interfira no processo completo. Como pode ser observado na figura acima os serviços de acabamento em um determinado período ficaram praticamente estagnados para que se pudesse manter o ritmo produtivo. Sendo que quanto mais vertical for o alinhamento mais rápido é a atividade.

Um abraço
Msc. Eng. Bruno Soares de Carvalho

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Mapa de fluxo de valor

A melhor forma de entender como a sua obra está funcionando é através da realização do mapa de fluxo de valor. O que é isso?

Irei fazer uma analogia entre a engenharia e a medicina. Vinculando a situação de uma obra que não possui uma processo bem estruturado com um paciente doente.

Mas para que serve o mapa de fluxo de valor?  Esta ferrementa é o primeiro indício para se enxergar os fluxos de uma determinada operação, ou seja, através deste mapa pode se realizar o diagnóstico dos problemas existentes no processo produtivo.

Funciona como se fosse uma radiografia do processo produtivo. Através de uma imagem um especialista consegue enxergar os pontos falhos e inserir medidas corretivas para melhorar o processo. Fazendo uma analogia da mesma forma um médico identifica uma fratura em um paciente através de uma radiografia.

Ou seja o primeiro passo quando se está doente deve-se realizar exames e o mapa de fluxo de valor é o exame que devemos realizar na obra para saber quais são os pontos falhos.

Este mapa retrata todo o ciclo produtivo de um determinado empreendimento em um fluxograma resumido e de fácil entendimento. Devem ser inseridas todas as atividades inerentes ao processo produtivo desta forma a visão passa a ser ampla e irrestrita.

O mapa do fluxo de valor deve conter inclusive as etapas da cadeia de suprimentos. Como por exemplo a atividade de instalação de uma esquadria de alumínio. O fluxo de valor deste processo consiste em mapear desde a extração da bauxita em seu estado bruto até a pintura na serralheria e a entrega e instalação no canteiro de obra, por último o aceite do cliente com a garantia da construtora. Monitorando o passo a passo destas atividades certamente você encontrará grandes formas de agilizar, melhorar e baratear seu processo produtivo.

Um abraço
Msc. Eng. Bruno Soares de Carvalho

Feliz 2011

Primeiramente, gostaria de desejar um feliz 2011 para todos e que este ano seja repleto de saúde, paz, alegria e dinheiro no bolso.

Para que você consiga cumprir suas promessas e metas pessoais estabelecidas na virada do ano quando estava pulando as ondas e comendo as uvas use algumas técnicas que divulgamos aqui no blog ao longo da nossa caminhada kkkk.

Boa sorte neste novo ciclo, feliz 2011.

Abraço
Bruno

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O entendimento da Construção Enxuta - Caso prático

Constantemente acompanho alguns casos práticos sobre a aplicação da lean construction em canteiros pelo Brasil. Nesta semana me apareceu um caso um tanto quanto curioso.

Fui solcitado para fornecer apoio técnico a um trabalho de conclusão de curso (TCC). E a dificuldade do aluno estava no fato de que ele pretendia mostrar em seu trabalho os efeitos benéficos da aplicação do sistema last planner em uma obra de alvenaria estrutural.

O aluno estava avaliando apenas a atividade de alvenaria estrutural na obra em que era estagiário. Sua hipótese era de que o sistema last planner melhorou o desempenho da atividade reduzindo o tempo de ciclo, valorizando o trabalhador, melhorando o fluxo de materiais dentro da obra e difiundindo a informação dentro do canteiro.

Porém minha orientação sobre esse trabalho é de que o sistema last planner não é capaz de fazer tudo isso que foi afirmado. A ferramenta do last planner (PCP) consegue organizar as informações em um plano de curto prazo indicando quem, quando e como fazer. Também fornece um diagnóstico sobre desempenho e sobre as falhas do processo. Porém dificilmente o Last Planner conseguirá resolver todos os problemas da obra e apresentar melhorias como estavam relatadas em seu trabalho

O que o aluno não estava enxergando e que se pode dizer ser o ponto principal é que a melhoria do desempenho que ele relatou ter alcançado se deve principalmente ao fato de que ele implantou varios conceitos de lean construction, além do last planner e a somatória destes conceitos trouxeram o benefício esperado.

Desta forma fica o recado sobre a maneira como enxergamos as melhorias que ocorrem no canteiro, pois é importante sabermos diagnosticar quais são as ações que implantamos que fornecem bons resultados e se estes resultados são coerentes com o que pretendemos.

Abraço
Bruno Soares de Carvalho

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Softwares de planejamento

Software de Planejamento – Por que usar?


Existem diversos motivos que justificam a utilização de um aplicativo ou software de Gerenciamento de Projetos, dentre os quais podem ser destacados:

1) A maneira mais eficaz e rápida de representar graficamente (Gantt e PERT) o projeto através de apresentações bem elaboradas e precisas;
2) Direciona a uma metodologia eficaz de planejamento, pois obriga a utilização de um método para o detalhamento de cada atividade;
3) Mostra automaticamente as inconsistências entre a execução do projeto e o que fora previsto pelo planejamento;
4) Auxilia o Gerente de Projetos na tomada de decisões relativas a prazos, custos e recursos; permite, de maneira muito rápida e eficiente, o cálculo do caminho crítico do empreendimento.

Os Softwares de Planejamento e Controle, não são meros fazedores de cronogramas, mas poderosíssimos gerenciadores de redes de planejamento. Aliás, os cronogramas são apenas um sub-produto dentre os diversos contidos em um aplicativo como o Project da Microsoft. Para o bom uso do aplicativo, não basta apenas o conhecimento dos menus, comandos e modos de exibição. É necessário um perfeito entendimento da extensão de suas possibilidades

Potencialidade dos Softwares de Planejamento
No desenvolvimento do Projeto Polaris (1957), a Marinha Americana envolveu-se no gerenciamento de tantas tarefas, que viu-se na contingência de desenvolver um sistema que permitisse planejar, acompanhar, rastrear, programar e estipular prazos. Surgiu então o conhecido diagrama PERT (Program Evaluation and Review Technique), que tem sido valiosa ferramenta de planejamento.

Cedo percebeu-se a necessidade de criar sistemas informatizados que facilitassem a tarefa de planejar empreendimentos, mas só nos últimos anos esses sistemas tem se tornado suficientemente amigáveis e de custo acessível para a maioria das empresas. No entanto, raramente os usuários utilizam todo o potencial destes programas.

Assim, estas poderosas ferramentas acabam se transformando em sofisticados editores de cronogramas e relatórios, coloridos, bem impressos e de excelente aspecto visual, quando poderiam aportar muito mais.

Quando vamos executar uma obra, nossos técnicos detalham uma seqüência de atividades, atribuindo tempos, recursos, subdividindo e hierarquizando tarefas. Esta lista de atividades é o nosso primeiro input para o sistema. À cada tarefa podem ainda ser atribuídos custos, condicionantes, comentários especiais, interdependências, datas, metas, etc.

A partir dessa lista, que facilmente pode atingir quinhentas ou mais atividades, o software organiza as atividades na forma de cronograma. Mas, ao contrário dos cronogramas feitos à mão, em que não se visualiza as interdependências entre tarefas, o software mantém válidas todas as interdependências, estejam elas exibidas ou não no cronograma.

Desta forma, se uma determinada atividade tiver seu prazo ou datas de início e término alteradas, as demais atividades acompanham estas mudanças, mantendo a lógica da execução da obra.

Calculando de maneira rápida e precisa as datas mais cedo e mais tarde de cada evento, e as folgas de cada atividade, o programa nos permite identificar o caminho crítico e toda vez que, por força de mudanças na execução de atividades, este caminho crítico mudar, isto nos será claramente indicado.

Conhecido o prazo requerido de nossa obra, podemos adequar atividades no sentido de conseguirmos atingir o prazo estipulado, ou, havendo folga, alocar da melhor forma as tarefas ao longo desta.

Ao atribuirmos às atividades os recursos e custos correspondentes, podemos gerar um histograma de recursos associado ao cronograma, e a partir deste, nivelar os recursos.

Diferentemente de uma produção seriada, um empreendimento tem como característica a inconstância na utilização de recursos: há por exemplo fases da obra em que utilizamos mais serventes, em outras fases é a atividade de solda a mais freqüente, em outros momentos estaremos utilizando mecânicos, etc. Portanto, é normal que exista uma certa ociosidade. O nivelamento de recursos minimiza esta ociosidade, deslocando atividade dentro de suas respectivas folgas, de maneira a requerer um mínimo efetivo de pessoal para a execução.

Nivelados os recursos e alocados os custos pertinentes a cada recurso, obtém-se facilmente um orçamento econômico da obra, além da curva de avanço físico. A obtenção do orçamento pode ser facilitada pelo fato de que além das interdependências que resguardam a lógica de execução, as atividades podem ser agrupadas segundo a Estrutura Analítica de Projeto (EAP). Pronto o planejamento inicial, ao começar a obra teremos os relatórios de programação, discriminando por equipe as atividades a serem desenvolvidas naquele dia, semana ou mês, conforme a sua necessidade de programação. O retorno da programação, informando o cumprimento das atividades e os desvios em relação ao programado, nos permite obter a curva do avanço físico realizado, indicando a necessidade ou não de replanejar a obra e reprogramar as atividades, de forma a atender o prazo estipulado ou informando o novo prazo previsto para a conclusão dos serviços. É a etapa do Acompanhamento e Controle.

Fonte: http://www.lem.ep.usp.br/pef411/~Silvio%20Gomes/Software%20de%20Planejamento.htm

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Comentários sobre o Seminário de Planejamento e Controle de Obras

Foi realizado no dia de hoje em São Paulo um interessante seminário sobre o tema Planejamento e Controle de Obras. Os palestrantes abordaram diferentes temas envolvendo o assunto e levantaram a grande importância do gestor de obras no processo construtivo e indicando que os bons resultados dependem principalmente do comandante do barco.

Irei descrever aqui uma resenha para aqueles que não puderam comparecer ao evento, boa leitura!

  • ALDO DÓREA MATTOS - ABORDAGEM PROBABILÍSTICA NO PLANEJAMENTO
O Eng. Aldo trouxe a mesa uma abordagem de planejamento convencional, porém aplicado com um viés probabilístico. Como isso funciona? Na visão de Aldo o planejamento deve ser elaborado primeiramente com a indicação da EAP (Estrutura analítica de Projeto), posteriormente com a aplicação da sequenciação e interdependência das atividades.
Após estes passos deve-se elaborar com um colegiado de engenheiros três opções de durações para cada atividade. Sendo uma otimista (peso 01), outra sendo a mais provavel (com peso 04) e a terceira a pessimista (peso 01). A partir deste ponto deve-se realizar uma média ponderada das atividades para se encontrar a duração esperada. Estabelecendo o desvio-padrão e a curva de Gauss. Com este gráfico pode-se dizer a confiabilidade em (%) do planejamento.
  • ANTONIO SÉRGIO ITRI CONTE - LEAN CONSTRUCTION E A ESTABILIZAÇÃO DO PROCESSO PRODUTIVO NA CONSTRUÇÃO
O Eng. Antonio Sérgio Itri Conte é o percursor da Lean Construction no Brasil, membro fundador do IGLC e do Lean Construction Institute do Brasil.
Conte iniciou sua palestra mostrando que as variabilidades no processo produtivo são o principal problema do processo produtivo portanto a necessidade de estabilização da produção é fundamental para melhorias de resultados. Sendo mais importante do que trabalhar mais é não deixar a obra parar por um problema de sistêmico de logística.
Para estabilizar a produção Conte indica a utilização do sistema de produção puxada em canteiros de obras. Sendo que este é um dos pilares da Lean Construction.
Além disso foram discutidos no seminário qual é a tendência futura que a filosofia Lean tem no panorama brasileiro. E a conclusão é de boas perspectivas de crescimento juntamente com os conceitos de sustentabilidade e com forte atuação dos gerentes de processo.
  • SHEYLA MARA BAPTISTA SERRA - PLANEJAMENTO DA PRODUÇÃO E GESTÃO DE CONTRATOS NA CONSTRUÇÃO. 
A Eng. Sheyla apresentou a dependencia da industria da construção civil brasileira sobre a forma de contrato de subempreitas e de terceirizações, demonstrando amplamente as diversidades legais existentes nas formas de contratação e estabelecimento de contratos com estes parceiros das construtoras.
  • UBIRACI ESPINELLI LEMES DE SOUZA - DO CONSTRUCTION. GESTÃO DA CONSTRUÇÃO COM BASE EM INDICADORES DE RESULTADOS. 
O Dr. Ubiraci Souza apresentou uma outra forma de gestão, opositora ao Lean Construction em alguns pontos e muito próxima em outros, chamada DO CONSTRUCTION.
Essa forma de gestão está baseada em indicadores de resultados e significa fazer uma gestão da construção com base nos resultados previamente obtidos na própria atividade.
Ou seja a utilização de dados estatísticos e empíricos, para se alavancar resultados em novos desafios. Com forte apelo ao PDCA o DO CONSTRUCTION  exige do profissional o completo domínio do processo com uma visão analítica para realizar a tomada de decisão e posteriormente voltar ao controle do processo empírico.
  • MARCUS STERZI - IMPLEMENTAÇÃO DE FERRAMENTAS LEAN PRODUCTION E LAST PLANNER EM CONSTRUTORAS. 
O Eng. Marcus Sterzi apresentou com alguns "cases" a utilização de algumas ferramentas de lean construction na prática.
Entre as ferramentas normalmente utilizadas por Marcus foram citadas em diversos posts aqui no blog entre elas podemos citar a estruturação do planejamento em longo, médio e curto prazo. Foram citadas também a utilização de ferramentas BIM e prototipagem, além da transparência do processo produtivo e do planejamento de processos (canteiros e etapas de obras).

Conclusão do Seminário: O Seminário foi muito proveitoso, com uma grande alegria para todos os difusores da filosofia da Lean Construction como o meu trabalho o de Marcus Sterzi e Antonio Conte. Pois nos surpreendemos com a quantidade de pessoas interessadas e atualmente envolvidas com a filosofia Lean na prática.

Parabéns pela iniciativa da PINI a todos os palestrantes e aos ouvintes do seminário que contribuiram para este ótimo encontro. Um agradecimento especial ao Marcus Sterzi pelo convite ao Seminário, muito obrigado.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Seminario Planejamento e Controle de obras

Prezados leitores, no dia 19 de outubro de 2010 ocorrera o seminario de planejamento e controle de obras promovido pela PINI em Sao Paulo no Mileniun Centro de convencoes.

Estarao presentes neste seminario dois nomes que sao referencias sobre o assunto lean construction no brasil. O Sr. Antonio Sergio Conte e o Sr. Marcus Sterzi.

Vale a pena conferir, estarei la concerteza! Inscricoes pelo site www.pinieventos.com.br

Um abraco
Bruno Soares de Carvalho

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Avaliação dos conceitos Lean em obra de Curitiba-PR

Realizei uma pesquisa sobre a presença da lean construction em uma construtora comum que em seu conceito interno não são praticantes da filosofia da lean construction, mas que mesmo de forma indireta ou não intencional, possuem algumas características lean. Portanto apliquei os 11 princípios da lean construction e avaliei cada um deles se existem ou não nesta construtora. o resultado esta descrito abaixo.

A característica da obra é a seguinte: Edifício residencial com 03 blocos de 15 andares e 02 apartamentos por andar.


1)Reduzir as parcelas de atividades que não agregam valor.

O material é todo armazenado no pavimento inferior, destinado à futura garagem. O material é distribuído pelos outros pavimentos por meio de um elevador de cargas, que foi instalado em lugar estratégico, de modo que atenda a dois dos blocos ao mesmo tempo. (SIM - possui conceito Lean)

2)Aumentar o valor do produto através da consideração das necessidades do cliente.
Existe a preocupação de que os serviços necessários a outras atividades sejam sempre terminados no prazo e que não faltem os materiais necessários. Os materiais padrão foram adquiridos todos de uma vez e estão armazenados, outros materiais são comprados através de pesquisas de mercado para atender as necessidades das tarefas programadas. As considerações dos clientes internos foram atendidas (SIM - possui conceito Lean).

3)Reduzir as variabilidades.
Os materiais e processos são todos padronizados, de modo que não haja variabilidade nos serviços e nos produtos parciais/finais. Alguns dos materiais já foram adquiridos e armazenados, outros são sempre comprados nos mesmos fornecedores, assim que surge a necessidade. São também os mesmos empreiteiros a executar o serviço nos 3 blocos (SIM - possui conceito Lean).

4)Reduzir o tempo do ciclo de produção.
Existe uma preocupação de que a mão-de-obra não fique ociosa, havendo um remanejamento de pessoal para outras atividades toda vez que um serviço ou a falta de um material atrasam a realização da tarefa seguinte. Isso não garante a preocupação na redução do tempo de ciclo. (NÃO-possui conceito Lean)

5)Simplificar através da redução do número de passos ou partes.
Existe o uso de Argamassa Industrializada, adotada como material para reduzir o tempo de preparo da argamassa convencional preparada em canteiro. Porém, a falta de treinamento na aplicação, acabou por não reduzir o tempo das atividades de reboco.(NÃO - possui conceito Lean)

6)Aumentar a flexibilidade de saída.
Não existe um plano de saída de um dos blocos antes que a obra toda esteja terminada. Todos os blocos serão liberados ao mesmo tempo. Quanto à customização, não existe essa possibilidade, todos os apartamentos estão sendo produzidos padronizados. Existe apenas um apartamento, de um dos proprietários do empreendimento, que está sendo customizado, porém com ônus aos custos. (NÃO - possui conceito Lean)

7)Aumentar a transparência do processo.
Na obra não existe nenhum programa de melhoria da organização, com uso de quadros e cartazes. Uma vez que as atividades são realizadas em diferentes pavimentos, em diferentes blocos, é preciso uma eficiente fiscalização dos serviços, para que haja transparência no processo, e para que se possa fazer a coleta das informações das diferentes atividades.(NÃO - possui conceito Lean)

8)Focar o controle no processo global.
Nota-se que existe uma maior preocupação com o processo global do que com um sub-processo. Por mais que os esforços sejam mais direcionados ao bloco que existe um maior número de atividades produtivas, o controle ainda é feito nos 3 blocos simultaneamente.(SIM - possui conceito Lean)

9)Introduzir melhoria contínua no processo.
Percebeu-se uma falta de preocupação em introduzir melhorias ao longo do processo. As atividades continuaram a ser executadas pelas mesmas equipes e com os mesmo materiais e técnicas. Não existe preocupação com o desperdício, nem com programas de motivação da mão-de-obra.(NÃO - possui conceito Lean)

10)Manter um equilíbrio entre melhorias nos fluxos e nas conversões.
A preocupação com o uso de equipamentos por mais de uma atividade, de modo que diminua o fluxo desses, foi a única preocupação com a melhoria de fluxo aliada à melhoria dos processos de conversão. O equíbrio ocorre de maneira insuficiente (NÃO - possui conceito Lean)

11)Referenciais de ponta (benchmarking).
Percebeu-se que as práticas adotadas são todas derivadas da experiência que a empresa tem na execução de obras. Também um bom entendimento dos processos dentro da própria empresa.(SIM - possui conceito Lean).

Conclusão:
Portanto percebe-se que mesmo de maneira parcial existe a presença de alguns conceitos da lean construction.

Abraço
Bruno Soares de Carvalho

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Niveis Hierárquicos de PCP e Lean Construction

Descrevo abaixo uma adaptação do artigo publicado no IV SIBRAGEC de 2005, em que os autores Márcio Roberto Ayub Tirintan (1); Sheyla Mara Baptista Serra (2) descrevem com habilidade o vinculo hierárquico do PCP com a Construção Enxuta (Lean Construction).

"O processo de planejamento e controle da produção (PCP) passa a cumprir um papel fundamental nas empresas, à medida que o mesmo tem um forte impacto no desempenho da função produção. Inúmeros estudos realizados no Brasil e no exterior comprovam este fato, indicando que deficiências no planejamento e controle estão entre as principais causas da baixa produtividade do setor, das suas elevadas perdas e da baixa qualidade dos seus produtos. Em que pese o custo relativamente baixo do processo de planejamento e controle da produção e o fato de que muitos profissionais têm consciência da sua importância, poucas são as empresas nas quais este processo é bem estruturado (FORMOSO, 2000).


Segundo KOSKELA (2000), o produto edificação distingue-se dos produtos de outras indústrias, principalmente por se tratar de um produto único, com grande volume e diverso a cada novo empreendimento. Neste contexto, o setor da construção civil tem procurado adaptar conceitos, métodos e técnicas desenvolvidos para ambientes de produção industrial que, em geral, são implementados através de procedimentos administrativos, como também de sistemas de planejamento e controle da produção. Entretanto, os sistemas desenvolvidos para o ambiente industrial nem sempre conseguem adaptar-se às situações de produção que ocorrem na construção civil, fazendo com que se acabem gerando sistemas inadequados e de baixa eficiência (ASSUMPÇÃO, 1996).

A ineficácia na transposição dos princípios desenvolvidos em outros ambientes produtivos ocorre porque estes não foram suficientemente abstraídos e aplicados sob a consideração das peculiaridades intrínsecas do ambiente da construção civil (KOSKELA, 1992).


Tendo em vista a importância do planejamento da produção, LAUFER & TUCKER (1987) citam quatro objetivos básicos:

a) assistir o gerente na direção da empresa;


b) coordenar as várias entidades envolvidas na construção do empreendimento;


c) possibilitar o controle da construção;


d) possibilitar a comparação de alternativas, facilitando, assim, à tomada de decisão.


Entre as principais adaptações da indústria seriada encontra-se a filosofia da produção enxuta que vem sendo estendida a outros setores da atividade econômica, inclusive da construção civil. Neste caso, tem havido inúmeros esforços de identificação, abstração, transporte e adaptação dos conceitos, princípios e práticas utilizados pela Produção Enxuta para o ambiente da construção civil. Assim, Lean Construction (Construção Enxuta) é uma filosofia de produção para a construção civil, baseada na aplicação de conceitos, princípios e práticas do Novo Paradigma de Produção à construção civil (BERNARDES, 2001). A partir de trabalhos desenvolvidos por um grupo internacional de pesquisadores, denominado Grupo Internacional da Lean Construction (HOWELL, 1997 citado por (SCHRAMM, 2004), diversas estratégias e recomendações têm sido implementadas com sucesso.

OBJETIVO


Em se tratando de planejamento de obras e dos vários níveis de planejamento, muitas decisões são tomadas isoladamente e sem nenhum vínculo entre os planejamentos estratégico, tático e operacional. Sendo assim, este trabalho tem o objetivo de propor diretrizes que aumentem a vinculação e a ligação entre os níveis hierárquicos da gestão dos empreendimentos, através de reflexões da Lean Construction.


NÍVEIS HIERÁRQUICOS DO PCP E LAST PLANNER


Segundo LAUFER & TUCKER (1987) o planejamento deve responder a quatro questões:


1 – O que deve ser feito (quais atividades)?;


2 – Como as atividades devem ser realizadas (quais os métodos)?;


3 – Quem deve executar as atividades e com que meios (quais os recursos)?;


4 – Quando as atividades devem ser realizadas (qual a seqüência)?.


Devido a grande variedade de informações a serem tratadas e disponibilizadas em diferentes planos de decisão, alguns autores, tais como NEALE & NEALE (1986) citado por FORMOSO (1991), definem três grandes níveis hierárquicos na gestão dos empreendimentos:


a) estratégico: este nível se refere à definição dos objetivos estratégicos do empreendimento, a partir do perfil do cliente. Deve envolver o estabelecimento de estratégias para atingir os objetivos do empreendimento, como, por exemplo, a definição do prazo da obra, as fontes de financiamento, as parcerias, etc.;


b) tático: neste nível, as principais definições estão relacionadas à seleção e aquisição de recursos que são necessários para atingir os objetivos do empreendimento, bem como a elaboração de um plano geral para a utilização destes recursos;


c) operacional: este nível está relacionado à definição detalhada das atividades que serão realizadas, seus recursos e o momento da execução. BALLARD (2000) foi o criador do método de planejamento conhecido como “Last Planner”. Basicamente o planejamento é dividido em longo, médio e curto prazo. Comparando-se à gestão de empreendimentos ou PCP, o nível tático corresponde aos horizontes de longo e médio prazo e o nível operacional ao curto prazo.


O planejamento de longo prazo tem como principal produto o plano mestre da obra, apresentando um horizonte que corresponde a todo tempo de construção. Este planejamento representa o primeiro planejamento do nível tático, no qual são definidos os ritmos de produção e, em conjunto com os dados de orçamento, o fluxo de despesas, que deve ser compatível com o estudo de viabilidade realizado na fase de planejamento estratégico do empreendimento (FORMOSO et al., 1999). O planejamento de médio prazo, também conhecido como Lookahead (olhar para frente), consiste no segundo nível do planejamento tático. Busca vincular o plano de longo prazo (plano mestre) ao plano operacional (curto prazo), o qual orienta a produção. E por fim o planejamento de curto prazo que tem caráter operacional, pois orienta diretamente a produção. É caracterizado pela atribuição de recursos físicos às atividades programadas no plano de médio prazo.


Pesquisas recentes implantaram o planejamento com o método "Last Planner" (BALLARD; HOWELL, 1998) e mostraram que o planejamento e o controle focados na equipe de produção (canteiro de obras) e no mestre-de-obras é a ponte para unir a programação do empreendimento com o comprometimento nas programações e para facilitar o uso de um sistema de controle de produção que realmente funcione (MENDES JR, 1999). O diferencial entre os níveis de planejamento convencional e os propostos por BALLARD (1997), é que na visão proposta o foco é o canteiro de obras, isto é, o planejamento de médio prazo ("Lookahead") é realizado baseando-se no plano tático e, principalmente, nas condições da obra. O planejamento operacional é realizado pelos envolvidos diretamente no processo, e este, por sua vez, deve ser integrado ao planejamento tático e estratégico da empresa."

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Quadro Kanban

Quadros Kambam, para controle de estoque.
(Adaptado de João Bosco L. Barbosa Jr.)


O sistema Kanban pode ser facilmente aplicado ao controle de estoque em obras, por ser muito simples este sistema japones auxilia seus usuários a manterem o controle de materiais nas quantidades ideais nas obras.
O sistema Kanban, consiste basicamente de três cartões,

sendo 01 Verde, 01 Amarelo e 01 Vermelho.

Os cartões podem ser colocados no almoxarifado em frente a caixas, gavetas, prateleiras, ou em áreas de estoque espalhadas pela obra e cada um tem um significado.

1. Cartão verde significa que o estoque ao ser consumido no tempo necessário para a fabricação/ compra do item se faz de modo normal sem preocupações;

2. Cartão Amarelo significa que o consumo está chegando em uma fase critica e que a velocidade de reabastecimento está ficando abaixo do esperado e que pode ocorrer falta de produto.

3. Cartão Vermelho significa que o consumo passou da velocidade normal de consumo e que se nada for feito faltará peças/ componentes para a fabricação/ montagem.

Na implanatação do kanban uma coisa deverá ser observada com muita atenção:

1. O Volume de cada cartão deverá ser calculado de modo a contabilizar os Lead Time (Prazos de entrega) de todos os processos envolvidos na fabricação/ compra, mescle está informação com o volume consumido do item e terá o volume correto a ser colocado no cartão.

2. Treinamento dos funcionário envolvidos no processo é muito importante pois sem que estes estejam envolvidos no processo os cartões não fluem pela empresa pois hora esquecem hora se perdem nas gavetas, etc. Consientização é a palavra. E ouça os funcionários para realmente conseguir exprimir nos cartões as condições necessárias ao bom funcionamento deste sistema.

3. Você terá que introduzir o conceito de Just in Time entre os setores envolvidos para permitir eficiencia na tomada de descisão quando os cartões estiverem em uso: verde - tudo tranquilo, Amarelo -observe seu estoque pois pode acabar, Vermelho - Corre pois vai faltar.

Cada vez que um cartão passa pelos setores todos devem estar cientes do significado do cartão e das necessidades e obrigações impostas por estes.

Texto adaptado de João Bosco L. Barbosa Jr. para controle de estoques de rolamentos.